Ceaf firma parceria com cursos de pós-graduação da UFPB

O Centro de Estudos e Aperfeiçoamento Funcional do Ministério Público da Paraíba (Ceaf/MPPB) firmou, na manhã desta sexta-feira (14), parceria com as coordenações de programas de pós-graduação da Universidade Federal da Paraíba (UFPB) na área de Psicologia Social, Informática, Ciência da Informação e Serviço Social.

Segundo a diretora do Ceaf, a procurador de Justiça Vasti Cléa Lopes, será proposta a celebração de um termo de cooperação técnica e a parceria também deverá ser estendida às coordenações de programas de pós-graduação dos cursos de Educação, Direito e Engenharias Civil e Ambiental. “Estamos elaborando o planejamento do setor para os próximos dois anos e a ideia é estabelecer parcerias com os cursos de pós-graduação para que o Ministério Público seja um campo de pesquisa e para que essas pesquisas sejam revertidas para a instituição e, consequentemente, para a sociedade”, explicou.

Vasti Cléa também informou que os diagnósticos que serão feitos a partir dessas pesquisas vão contribuir também para o direcionamento das capacitações continuadas que serão oferecidas pelo Ceaf a membros e servidores do MPPB.

Participaram da reunião os coordenadores dos cursos de pós-graduação da UFPB, Júlio Rique, Clauirton Siebra, Henry Cruz e Marinalva Conserva, a diretora e a coordenadora do Ceaf, Vasti Clea Lopes e Cristiana Vasconcelos, respectivamente, e as servidoras do Centro de Estudos Silvana Cantalice e Carla Paiva.

Cooperações

Para o coordenador do programa de pós-graduação em Psicologia Social, Júlio Rique, a cooperação entre a universidade e o Ministério Público é essencial. “O Ministério Público pode fornecer diversas áreas que seriam campos de pesquisa tanto no sentido de buscarmos coletar e desenvolver o conhecimento sobre um interesse nessas áreas, como também de favorecer a inserção social, o retorno à sociedade dessas pesquisas”, disse.

Já o coordenador do curso de pós-graduação em Informática, Clauirton Siebra, disse que os processos computacionais e os algorítimos desenvolvidos na universidade podem colaborar para o aprimoramento do trabalho da instituição ministerial. “Com certeza, nós da computação, já trabalhamos muito com dados e o MP possui muitos dados. A ideia é aplicar os processos computacionais que temos e os algoritmos que já desenvolvemos na universidade para tirar conclusões desses dados que a instituição tem, para prever, por exemplo, possíveis problemas que a instituição teriam durante o desenvolvimento do trabalho”, exemplificou.

O coordenador do curso de pós-graduação em Ciência da Informação, Henry Cruz, por sua vez, disse que a parceria terá o potencial de gerar pesquisas nas três linhas existentes no programa. “A linha de informação e memória pode cuidar da gama de informações que são produzidas, armazenadas e disseminadas pelo e no Ministério Público. Na linha de organização, acesso e uso, também podemos utilizar as questões de arquitetura e dos sistemas e de como os usuários têm acesso a essas informações, com potencial de gerar reflexões também sobre as políticas e a gestão da informação no âmbito do MP”, detalhou.

A coordenadora do curso de pós-graduação em Serviço Social, Marinalva Conserva disse que os objetos de pesquisas e as linhas de atuação dessa área do conhecimento se relacionam com o campo da proteção social, que pode se dar em áreas mais específicas como crianças e adolescentes, por exemplo. “Há uma série de estudos que fazem parte da natureza do programa que diz respeito a afirmar os direitos socioassistenciais das famílias e da sociedade. Além dos estudos sobre políticas públicas que já existem, há uma série de outros estudos no sentido de avançar e/ou consolidar determinadas políticas nesse campo. Acreditamos que essa parceria com o Ministério Público vai não só consolidar e reafirmar direitos e políticas públicas, como proporcionar o avanço, no sentido da aplicabilidade, na reformulação de políticas e de acesso aos direitos”, argumentou.