TRANSPOSIÇÃO: Empresa que recupera Poções acata sugestão do MPPB para concluir obra

Em visita técnica na última terça-feira (16), conduzida por membros do Ministério Público da Paraíba, a empresa responsável pela obra de recuperação do reservatório de Poções, em Monteiro, acatou a sugestão proposta pelo MPPB para viabilizar a conclusão da obra. O procurador de Justiça, Francisco Sagres Vieira, afirmou que estava satisfeito com a inspeção, pois a empreiteira concordou em fazer duas ensecadeiras no açude, para que não seja mais necessário reduzir o volume de água , gerando perdas, durante os serviços de recuperação.

Sagres foi acompanhado do promotor de Justiça e coordenador do Centro de Apoio Operacional do Meio Ambiente, Raniere Dantas; do coordenador-geral de campo do Ministério da Integração, Paulo Pinheiro, e de técnicos do Departamento Nacional de Obras Contra a Seca (Dnocs). Ele foram recebidos por representantes da empresa PB Construções e engenheiros da obra. Sagres disse que ficou satisfeito com os resultados da visita, porque seus efeitos resultarão no bem da população da região e na segurança hídrica da Paraíba. Ele disse, ainda, que saía da visita animado com o andamento da obra, porque discutiu com técnicos que entendem, conhecem a obra e trabalham com situação hídrica em todo o País.

“Nossa preocupação é não perder mais água de Poções, porque o reservatório abastece Monteiro. E isso pode trazer dificuldade, pois podemos ter chuvas ou não. Queríamos que empresa tivesse feito a ensecadeira na entrada do açude para que fizesse o serviço tranquilamente. Agora, isso foi concordado conosco e com o pessoal todo envolvido. Os engenheiros compreenderam que era importante fazer a ensecadeira justamente com a torre e a comporta e, em seguida, outra ensecadeira no meio do açude para que pudessem trabalhar mesmo com chuvas elevadas na cabeceira. As obras foram iniciadas e vamos pedir a Deus que termine logo, porque a Paraíba não pode perder”, afirmou Sagres.



Relembrando

Na semana passada, os procuradores de Justiça Francisco Sagres e Álvaro Gadelha se reuniram com o presidente da Aesa, João Fernandes, para acertarem os detalhes sobre a redução do nível da água no açude Poções. O pedido foi feito pela empreiteira como condição para que fizesse a recuperação do reservatório, que deveria ter sido iniciada no mês passado. O MPPB solicitou o atendimento ao pedido, mas ressaltou que o mais acertado era construir a ensecadeira para barrar a água e permitir a obra no açude, o que finalmente foi acatado na visita técnica. O procurador Francisco Sagres acrescentou que, após a reunião, o técnico da Aesa foi ao açude e já o encontrou com as comportas abertas. “O açude perdeu mais da metade da água e está com menos de 1 milhão de metros cúbicos de água. Foi uma retirada desnecessária”, lamentou o procurador.

Desde o mês passado, está suspenso o bombeamento das águas para a realização de obras de recuperação, tanto em Poções, quanto em Camalaú, que apresentavam riscos de rompimento. Os dois açudes estão no caminho das águas do eixo leste da transposição. O MPPB acompanha e fiscaliza as obras de transposição do Rio São Francisco, na Paraíba, desde 2014.