Uma 'onda' contra a corrupção: Universidade da Colômbia deve adotar modelo do HackFest

O modelo do Hackfest Contra a Corrupção, promovido pelo Núcleo de Gestão do Conhecimento e Segurança Institucional do Ministério Público da Paraíba (MPPB/NGCSI), deve ser desenvolvido pela Universidade do Norte, com sede em Barranquilla, na Colômbia. A intenção foi formalizada em carta, no início deste mês, e os acertos estão sendo feitos para viabilizar a edição do projeto que já está sendo considerado uma “onda”, com eventos programados, este ano, em vários Estados brasileiros.

O ofício comunicando o interesse da Universidade do Norte em realizar a versão Colômbia 2019 do HackFest foi encaminhado à coordenação do NGCSI, no último dia 7, pela diretora do Centro de Educação Continuada da Universidade do Norte, Elisama Dugarte Coll, e pela decana da Divisão de Direito, Ciência Política e Relações Internacionais, Silvia gloria de Vivo.

As representantes da universidade destacaram que a instituição de ensino superior colombiana está comprometida com o desenvolvimento da região e do país e enfatizaram a relevância de realizar as atividades do HackFest, “que buscam incentivar a participação e a consciência política em uma sociedade fortemente afetada por casos recorrentes de corrupção”. A Universidade do Norte também informa no ofício que está buscando recursos financeiros para desenvolver as atividades propostas pelo projeto.

Projeção nacional

A coordenação do NGCSI informou à equipe da de coordenadores do HackFest sobre a possibilidade da realização do evento na Colômbia e em outros Estados do Brasil, como os que estão sendo pensados para São Paulo (SP), Natal (RN), Florianópolis (SC) e Belo Horizonte (MG). As articulações já começaram a ser feitas. No ano passado, o HackFest do MPPB serviu de modelo para o Amapá HackFest (realizado em novembro pelo MP do Amapá) e para o Amazon HackFest (realizado em outubro pelo MP do Amazonas).

O HackFest ganhou projeção nacional e foi considerado um modelo de “boas práticas”, pela Corregedoria do Conselho Nacional do Ministério Público, que publicou um resumo do projeto no sexto volume da sua revista institucional, lançada em dezembro do ano passado, no Ministério Público de São Paulo. A publicação consta na página 187 da revista, que pode ser acessada AQUI.

A origem

A primeira edição do HackFest foi realizada em 2016, em Campina Grande, numa parceria com a Universidade Federal de Campina Grande. A segunda edição aconteceu na Universidade Federal da Paraíba, em João Paraíba. Na terceira edição, realizada no Espaço Cultural (JP), o evento já tinha se consolidado. Quando chegou à quarta edição, em agosto do ano passado, já reunia dezenas de parceiros, atraindo milhares de participantes à Estação Cabo Branco, na Capital.

O HackFest é um movimento tecnológico cujo propósito é o combate direto à corrupção, entendida como uma das principais causas para o desencadeamento da pobreza e miséria social. É resultado de uma mobilização coletiva de profissionais e estudantes de diversas áreas, como gestão pública, tecnologia da informação, contabilidade, administração e direito. O foco da maratona hacker é o desenvolvimento e produção de soluções tecnológicas avançadas, como aplicativos ou jogos, que atuem na promoção do controle e conscientização social, principalmente, quanto aos gastos públicos. Na quarta edição, aglutinou a Virada Legislativa, que resultou na formatação de projetos de lei de iniciativa popular.

Doze equipes foram premiadas no IV Hackfest, sendo cinco na trilha das leis (‘Pra elas’, ‘Estamos de olho’, ‘Democracia digital’, ‘Abre aí’ e ‘Lei do Respeito Mútuo’) e sete na trilha de tecnologia (‘Cadê meu remédio’, ‘Lupa na toga’, ‘Não nasci pra ser a outra’, ‘Brasirama’, ‘Focaqui’, ‘Câmara das Deputadas’ e ‘Me diz quem tu és’).

A iniciativa atende diretamente a um dos 10 objetivos estratégicos do MPPB, definidos no Mapa Estratégico vigente da Instituição: “Atuar de forma preventiva e repressiva no combate à corrupção”.