Estudo do CNMP traça perfil dos membros idosos do MP brasileiro

O Ministério Público da Paraíba possui 211 membros ativos e 103 aposentados; no Brasil, esses números alcançam 12.157 membros ativos e 3.404 aposentados. Deste total, 1.224 são idosos ativos e 2.954 são idosos aposentados. Esses dados fazem parte do 'Perfil dos Membros Idosos de Hoje e de Amanhã do Ministério Público Brasileiro'’ lançado pela Comissão de Defesa dos Direitos Fundamentais (CDDF) do Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP).  

O estudo foi feito pelo Grupo de Trabalho do Idoso, vinculado à CDDF, que é coordenado pelo procurador de Justiça, Valberto Lira. A pesquisa teve a participação de 1.224 idosos ativos e 2.978 idosos aposentados.

O procurador Valberto Lira falou sobre o objetivo do perfil. "A preocupação do GT foi o de aliar a perspectiva do aumento da população, a previsão é de que em 2025, apenas daqui a 4 anos nós sejamos o sexto país com maior número de idosos no mundo, o que, com certeza representará maior demanda ao Ministério Público, e ao mesmo tempo, olhar para dentro do próprio Ministério Público na busca de aprimoramento de políticas internas sobre o envelhecimento dos seus membros".

Na apresentação do perfil, o presidente da CDDF, conselheiro Luciano Nunes Maia Freire, aponta que o propósito do estudo foi  elucidar e visibilizar, no âmbito interno do Ministério Público brasileiro, o processo de envelhecimento de seus membros e as demandas e preocupações que dele possam advir, tema presente também em debates de outros espaços da sociedade civil.

O estudo apresenta a distribuição de idosos (ativos e aposentados) por sexo, petrencimento étnico-racial, escolaridade, tempo de carreira, ocupação de cargos de confiança e distribuição por instância e entrância. 

O Grupo de Trabalho de Defesa da Pessoa Idosa também é integrado pelos membros Yélena de Fátima Monteiro Araújo (promotora de Justiça de Pernambuco), Lia Nara Dalmutt (promotora de Justiça de Santa Catarina), Mônica Lodder (promotora de Justiçade São Paulo), Priscila Costa Schneider Röder (procuradora da República) e Tamara Andreia Botovchenco Rivera (promotora de Justiça de Goiás).

 

Veja AQUI o estudo na íntegra.