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Após atuação do MPPB, Município cria plano para garantir proteção do Rio Tibiri, em Santa Rita

Após atuação do MPPB, Município cria plano para garantir proteção do Rio Tibiri, em Santa Rita

Após atuação do Ministério Público da Paraíba, o Município de Santa Rita elaborou o Plano de Manejo da Área de Proteção Ambiental (APA) do Rio Tibiri, que estabelece o zoneamento e as normas que devem presidir o uso da área e o manejo dos recursos naturais. A publicação do plano ocorreu nesta semana no Diário Oficial do Município.

De acordo com a promotora de Justiça Miriam Pereira Vasconcelos, a atuação ministerial teve início com a instauração da Notícia de Fato 015.2025.000346. Na época, foi expedida recomendação para apuração das práticas ilícitas que estavam degradando o rio e para a implementação do plano de manejo que garanta a proteção permanente. 

“A aprovação e publicação do Plano de Manejo da Área de Proteção Ambiental (APA) do Rio Tibiri representam um marco histórico para a proteção ambiental de Santa Rita. Além de fortalecer a segurança jurídica das ações de fiscalização e licenciamento, o Plano de  manejo contribui diretamente para a preservação do Rio Tibiri, manancial essencial ao abastecimento hídrico do município, garantindo a compatibilização entre a proteção ambiental e o desenvolvimento sustentável, em benefício das presentes e futuras gerações”, salientou a promotora Miriam Vasconcelos.

Plano

O objetivo principal do plano de manejo é garantir a preservação, conservação e uso sustentável dos recursos hídricos do Rio Tibiri, por meio de ações de fiscalização, monitoramento e controle de atividades que possam causar impactos ambientais.

De acordo com o plano, o Rio Tibiri desempenha papel fundamental no abastecimento de água potável da cidade, sendo esta captada, em sua maior parte, no Açude Tibiri, situado às margens da rodovia BR-230.

Também ficou definido no documento o Plano de Fiscalização Ambiental que será realizada em três pontos de monitoramento ao longo do curso do rio: um localizado na região de nascente, um no trecho intermediário e outro nas proximidades da foz. O monitoramento deverá identificar fontes poluidoras; avaliar a qualidade da água; verificar ocupações irregulares nas margens e APP; impedir o desmatamento e extração ilegal de recursos naturais; promover ações educativas junto à comunidade ribeirinha; aplicar sanções administrativas e orientar sobre regularização ambiental.

O plano estabelece ações como vistorias com uso de equipamentos como GPS e drones; coleta de amostras de água para análise de parâmetros físico-químicos e bacteriológicos; Identificação de infrações ambientais: lançamento de efluentes, corte de vegetação nativa, ocupações ilegais, entre outros; aplicação de autos de infração e embargos quando necessário; e estímulo à denúncia por meio de canais de atendimento.

Foto: Prefeitura de Santa Rita

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