Onze promotores de Justiça do Ministério Público da Paraíba estão participando do Congresso Nacional do Tribunal do Júri, que está sendo promovido até esta quarta-feira (1º/04), em Maceió, Alagoas. O evento está sendo promovido pelo Ministério Público de Alagoas e pela Escola Superior do MPAL (ESMPAL) e tem como tema “Valorização da vida e direitos paritários das vítimas”, reforçando o papel do Ministério Público na condução de acusações firmes, técnicas e comprometidas com a justiça penal.
A delegação do MPPB, com vagas subsidiadas pela Procuradoria-Geral de Justiça, é formada pelos promotores Anita Bethânia Rocha, Simone Duarte, Carlos Davi Lopes, Alcides Amorim, Demétrius Castor, Lean Xerez, Uirassu Medeiros, Ernani Menezes, Glauco Coutinho, Rafael Carvalho e Dmitri Nóbrega Amorim.
O promotor de Justiça Lean Xerez falou sobre a importância do evento. “O Congresso Nacional do Júri tem por finalidade dividir conhecimentos e experiências com os outros MPs do Brasil, o que tem de novidade para ser implementada acerca de perícias, o que vem acontecendo em todo o país, como a advocacia predatória, no sentido de abandono de plenário, enfim, as medidas que podem ser tomadas. São experiências importantes que vêm, infelizmente, acontecendo no júri brasileiro como um todo, não é exclusivo da Paraíba, nem do Rio de Janeiro, do Rio Grande do Sul ou de Roraima. Então, é fundamental essas oportunidades que nós temos de pensar em conjunto para buscar uma solução uniforme nacionalmente”, afirmou.
Programação
A abertura do congresso ocorreu na última segunda-feira (30/03), com a aula magna do procurador de Justiça do Ministério Público de São Paulo, Edilson Mougenot Bonfim, uma das maiores autoridades do Tribunal do Júri do país. Ele abordou o tema “O promotor do Júri: entre o veredicto e o destino da Justiça Penal”, refletindo sobre o papel do Ministério Público na condução de julgamentos que impactam diretamente a confiança social na Justiça.
Na terça-feira (31/03), a programação foi voltada aos desafios contemporâneos do Tribunal do Júri. As promotoras do MPRJ e do MPAL Simone Sibilio e Adilza Freitas ministraram palestra sobre “Estratégias e desafios contemporâneos no Tribunal do Júri”, seguida por debates sobre técnica e convencimento, como a organização da fala e o poder da retórica, com Eugênio Amorim do MPRS e Marcus Mousinho, do MPAL.
Também foi abordada a (R)evolução da prova no Tribunal do Júri, com Alexandre Muniz do MPSC e Denis Guimarães do MPAL, evidenciando a necessidade de adaptação da atuação ministerial diante das novas dinâmicas probatórias.
No período da tarde, o foco recaiu sobre a complexidade dos crimes contra a vida, com a promotora de Justiça do MPPE Eliane Gaia e o promotor do MPAL Napoleão Amaral, discutindo mando, execução e paridade de armas da vítima, conectando o Júri ao enfrentamento das organizações criminosas. Em seguida, a promotora Lídia Malta e o promotor Paulo Zacarias, ambos do MPAL, apresentaram a palestra sobre a atuação estratégica do Ministério Público na tutela da vida e na consolidação de veredictos legítimos.
O último painel do dia 31 foi “Da cena do crime ao plenário – a qualidade da investigação de homicídios como fundamento da soberania do júri e da defesa da vida” reuniu os delegados da Polícia Civil de Alagoas Everton Gonçalves, Lucimério Campos e Tacyane Ribeiro para discutir a importância da qualidade da prova na sustentação das acusações.
Vítima no centro do processo e o desafio do feminicídio
Nesta quarta-feira (1º/04), a programação reforçará o papel da vítima no processo penal. O procurador de Justiça do MPMT Antônio Cordeiro abrirá os trabalhos com a palestra sobre obrigações processuais penais positivas e a defesa da vida no Tribunal do Júri, que contatará com a mediação do subprocurador-geral Judicial, Sérgio Jucá.
Na sequência, a promotora do MPSP Carol Reis abordará a visibilidade da vítima no Tribunal do Júri, tema alinhado ao eixo central do congresso. Ela contará com a mediação da promotora alagoas Andréa Teixeira.
Também será discutido o papel da argumentação em plenário, com o promotor de SP Rogério Zagallo, que tratará da retórica aristotélica e do discurso acusatório eficiente. A palestra será mediada por Ivaldo Silva do MP de Alagoas.
O encerramento será marcado pelo painel “Para além do íntimo: reconhecer o feminicídio onde o Direito ainda hesita”, conduzido pela procuradora-geral de Justiça de Santa Catarina, Vanessa Wendhausen, com mediação da promotora de Justiça do MPAL Ariadne Dantas.
Com Ascom/MPAL
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