Representantes de órgãos públicos e da sociedade civil organizada de Campina Grande participaram, na última quinta-feira, 12, de um encontro para definir os eixos temáticos a serem discutidos durante um fórum a ser promovido pela Prefeitura municipal voltado às políticas públicas. O encontro aconteceu no auditório do Ministério Público estadual, no bairro da Liberdade.
Na abertura dos trabalhos, a primeira-dama do município, Micheline Rodrigues, que representou o prefeito Romero Rodrigues, falou da importância da discussão e destacou a integração das secretarias municipais de Saúde, Educação e Ação Social na promoção dos direitos humanos. “A prevenção às drogas e a assistência às pessoas que sofrem algum tipo de dependência química e seus familiares depende de um trabalho intersetorial, voltado para a valorização do ser humano como um todo, e não de forma fragmentada. O respeito e o cuidado integral às pessoas são prioridades da gestão municipal”, ressaltou.
A promotora da saúde de Campina Grande, Adriana Amorim de Lacerda, também participou do debate e garantiu que o Ministério Público irá acompanhar ativamente a elaboração e a realização do Fórum. “É uma questão que há muito necessitava de um debate aprofundado como este que está sendo proposto para o enfrentamento das drogas, com uma atenção especial aos serviços de saúde, educação e assistência social. Fico feliz em constatar a sensibilidade do Município com um tema tão relevante e que vem preocupando a sociedade brasileira”, disse.
A secretaria municipal de saúde, Lúcia Derks, informou que as discussões também vão ajudar na organização da Rede de Atenção Psicossocial dos quatorze municípios que compõem a 16ª Região de Saúde. “A maior parte dos serviços está em nosso município, mas precisamos discutir e fortalecer esta rede com todas as cidades, para que possamos criar, com base nas experiências de cada um, uma proposta integralizada no enfrentamento das drogas”, assegurou.
A coordenadora da Área Técnica de Saúde Mental da Secretaria de Estado da Saúde, Shirlene Queiroz, fez uma explanação sobre a situação dos serviços de atenção psicossocial da Paraíba e do Plano Nacional de Combate ao Crack. Em seguida o psiquiatra e professor Edmundo Gaudêncio falou dos mitos e preconceitos que envolvem o tratamento dos dependentes químicos, como também da importância da imprensa no esclarecimento da sociedade sobre a temática. Para Gaudêncio, é preciso esclarecer a população, com a divulgação dos serviços de saúde mental oferecidos pelo Sistema Único de Saúde.
Ainda participaram do debate os secretários executivos de saúde, Eudézia Damaceno, educação, Iolanda Barbosa, e Ação Social, Rubens Nascimento, além da promotora da Infância e Juventude, Elaine Cristina Alencar. A coordenadora da ONG Marcha Pela Vida, Valquiria Lira Oliveira, também esteve presente no encontro desta quinta e vai integrar o grupo condutor de preparação do Fórum, que deverá acontecer no primeiro semestre de 2014.
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