O Ministério Público da Paraíba, por meio da 7ª promotora de Justiça de Santa Rita, Gardênia Cirne de Almeida, instaurou Notícia de Fato para apurar possíveis irregularidades na emissão de laudos de exames de imagem no Hospital Metropolitano Dom José Maria Pires, especialmente quanto à contratação, execução e fiscalização da empresa terceirizada responsável pelo serviço.
A medida foi adotada na última sexta-feira (27/02), após matéria jornalística veiculada no dia anterior, noticiando supostos erros reiterados em laudos médicos, com potencial risco à saúde da população.
Como providência inicial, foi designada inspeção ministerial presencial na unidade hospitalar, a fim de verificar o fluxo de emissão dos laudos, os mecanismos de controle de qualidade, a regularidade da contratação da empresa terceirizada responsável pelo serviço e eventuais revisões ou inconsistências técnicas.
Também foram expedidos ofícios à Direção do Hospital, à Secretaria de Estado da Saúde e ao Conselho Regional de Medicina, com solicitação de informações e apoio técnico durante a inspeção.
CRM
Ao Conselho Regional de Medicina, o MPPB pede a indicação, com urgência, de profissional médico habilitado, preferencialmente radiologista ou auditor médico, a fim de acompanhar a inspeção ministerial designada, prestando apoio técnico na análise das informações e documentos apresentados.
Hospital Metropolitano
Ao Hospital, a promotora de Justiça solicita as presenças do diretor, do responsável técnico pelo setor de imagem, do responsável técnico pela empresa contratada para emissão dos laudos e de um representante administrativo apto a prestar informações sobre o contrato, durante a inspeção.
A direção do Metropolitano tem prazo de 10 dias para encaminhar informações sobre a empresa que emite os laudos de exames de imagem, esclarecer os critérios de contratação, cópia do processo, quais são os mecanismos de controle, auditoria e revisão de laudos utilizados e se há registros de eventos adversos, mortes ou agravamento clínico possivelmente relacionados a falhas diagnósticas, bem como procedimento administrativo interno para apuração das denúncias noticiadas.
Secretaria de Estado da Saúde
O mesmo prazo de 10 dias foi dado à Secretaria de Saúde da Paraíba para que preste esclarecimentos sobre a terceirização do serviço de laudos de exames de imagem, informe os fundamentos técnicos e administrativos da contratação, esclareça quais medidas de fiscalização contratual vêm sendo adotadas, informe se foi instaurado procedimento administrativo para apurar os fatos noticiados e encaminhe eventuais relatórios de auditoria ou fiscalização do contrato.
Após a fiscalização, que deve ocorrer ainda esta semana, a promotora Gardênia Cirne vai analisar as informações reunidas e decidir quais serão os próximos passos do MPPB no caso.
“O Ministério Público acompanhará o caso de forma rigorosa, adotando as medidas cabíveis para assegurar a qualidade dos serviços de saúde e a proteção da coletividade”, concluiu a promotora de Justiça.
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