A promotora de Justiça Adriana Amorim de Lacerda, que atua na defesa da saúde de Campina Grande, representou o procurador-geral de Justiça da Paraíba, Leonardo Quintans Coutinho, durante visita técnica do governador Lucas Ribeiro ao Hospital Geral de CG (Clipsi), nesta segunda-feira (06/04), para anunciar o compromisso do Estado de elaborar um plano de contingência, a ser acordado com o Ministério Público da Paraíba (MPPB), de modo que os atendimentos materno-infantis continuem sendo feitos na unidade hospitalar.
O governador afirmou que a parceria com a Clipsi será por meio de convênio e que a documentação ainda está sendo formalizada com rapidez, para que os atendimentos materno-infantis voltem de forma imediata à sua normalidade.
De acordo com explicações técnicas dadas pelo secretário estadual de Saúde, Ari Reis, que também participou da visita, além de repasses fixos pontuais para que a Clipsi possa pagar os seus débitos, o Estado irá construir uma contratualização para garantir os serviços já oferecidos e ampliar outros, a exemplo de cirurgias eletivas, abrir nova UTI adulta e expandir os 10 leitos de UTIs pediátricas existentes naquele hospital.
A promotora Adriana Amorim afirmou que a principal preocupação do MPPB é que o Clipsi continue dando assistência médico-hospitalar à população, destacando como de fundamental importância a participação do Estado na busca de uma solução para o problema. “O importante é não deixar o hospital fechar, o que afetaria seriamente o Instituto de Saúde Elpídio de Almeida (Isea)”, observou.
Adriana Amorim acrescentou que, dada a gravidade da situação, o próprio procurador-geral Leonardo Quintans tem participado de todas as discussões que tem como objetivo encontrar uma saída para a crise na Clipsi e, como consequência, ameaça o pleno atendimento de saúde em Campina Grande e região.
Na última reunião no MPPB para tratar do assunto, ocorrida em 31 de março e conduzida pelo procurador-geral Leonardo Quintans, da qual participaram dirigentes da Clipsi, secretários de Saúde do Estado e de Campina Grande, já havia ficado definido que o Estado iria traçar um plano de ajuda ao hospital.
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