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Guardiões Digitais: MPPB reúne famílias e educadores em workshop sobre proteção de crianças e adolescentes

O Ministério Público da Paraíba reuniu famílias e educadores, na noite desta segunda-feira (27/04), no Centro de Convenções Cidade Viva, no workshop “Guardiões Digitais: protegendo crianças e adolescentes na era das telas”, voltado à orientação e capacitação quanto à proteção no ambiente digital. O evento faz parte do projeto “Guardiões Digitais”, desenvolvido pela promotora de Justiça Soraya Nóbrega, com o objetivo de promover a educação digital; capacitar famílias, pais e educadores; atuar na proteção integral e na prevenção primária de crimes cibernéticos praticados contra o público infantojuvenil. O projeto tem como parceiros a Safernet Brasil, o Movimento Desconecta, a Delegacia de Crimes Cibernéticos e a Fundação Cidade Viva.

O evento foi aberto pelo procurador-geral de Justiça, Leonardo Quintans Coutinho, que destacou a importância da iniciativa. “O que o Ministério Público busca é fazer esse diálogo com a sociedade, com os pais, com as mães, com os responsáveis, com os educadores, para que juntos possamos construir bons caminhos nesse novo mundo digital. E nós, como responsáveis pela nova geração, precisamos aprofundar o nosso conhecimento para que possamos ser multiplicadores do bom uso das telas e da tecnologia, para que possamos proteger nossas crianças e nossos adolescentes”.

A primeira-dama do Estado, Camila Mariz Ribeiro, falou sobre a importância de pais, mães e responsáveis aprenderem a lidar com o mundo digital. “Antes de tudo sou mãe e tenho essa preocupação todos os dias dentro da minha casa. Se a gente não tiver atenção, a criança e o adolescente se tornam uma presa fácil, uma pessoa vulnerável em um ambiente que é completamente novo, inclusive pra nós. Então estou aqui hoje com um desejo muito grande de aprender e me conectar com as ideias de vocês e que seja uma porta e um avanço onde vamos poder trabalhar um acesso seguro das crianças e dos adolescentes”.

A idealizadora do projeto, a promotora Soraya Nóbrega, agradeceu a todos que contribuíram para a organização do workshop e aos participantes do evento. “Esse era um sonho antigo de fazermos um diálogo com as famílias. Nós somos profissionais mas também somos também pais e mães. Então esse momento é inédito e queríamos que fosse exatamente nesse local abençoado. Também agradecer aos conselheiros tutelares que estão aqui pelo compromisso de vocês com o Ministério Público e aos educadores, que também são parte desse público aqui presente”.

A coordenadora do Centro de Apoio Operacional da Criança e do Adolescente do MPPB, promotora Fernanda Pettersen, apontou que o workshop representa o compromisso de cada um como membros da sociedade pela proteção das crianças e dos adolescentes. “É com muita alegria que recebemos vocês aqui para partilharmos os conhecimentos aqui que vão ser trazidos pelos nossos palestrantes”.

A mesa do evento foi composta ainda pelo diretor do Ceaf, procurador João Geraldo Barbosa; pelo diretor da Fundação Cidade Viva, Davi Tavares; pela secretária de Educação de João Pessoa, América Castro; e pelo vereador da Capital, Wamberto Ulysses. Todos destacaram a importância do evento e da participação de todos os segmentos da sociedade na proteção de crianças e adolescentes no ambiente digital.

 

Talk show

A primeira parte do workshop foi um talk show Guardiões Digitais, apresentado pela promotora Soraya Nóbrega  e tendo como convidados o procurador-geral, Leonardo Quintans, e a coordenadora do CAO Criança, Fernanda Pettersen. Eles enfatizaram que o crime possui efeitos nefastos, especialmente contra crianças e adolescentes e que, por isso, investir em projetos como "Guardiões" é fundamental para prevenir esse dano, afastando-os dessas violações e evitando que esses fatos ocorram a partir de ações efetivas, diálogo e conhecimento. Este é o foco principal do trabalho realizado pelo Ministério Público.

Também foi destacado que a responsabilidade não é apenas das famílias, mas é compartilhada. O Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) estabelece que a responsabilidade é do Estado, da família e da sociedade. Além disso, é essencial o engajamento de todos nesta missão de proteger crianças e adolescentes. Ao final, foi apontada a importância da conexão e da ação, uma vez que o perigo é digital, mas a proteção é humana.

 

Relato de experiência

Em seguida, o advogado Davi Tavares fez um relato da experiência na Câmara dos Deputados no debate sobre  a proteção de crianças e adolescentes no ambiente digital e sobre os danos sofridos por vítimas de abusos na internet. Ele destacou que os traumas são gerados por toda a vida e que, por isso, é necessário falar sobre proteção e responsabilidade, sobre ter cuidado com os filhos, com o que os equipamentos digitais, como celulares e tablets, estão transmitindo.

Por fim, o advogado fez um chamado aos pais e responsáveis a conhecer os aplicativos e canais que os filhos acessam, conversar com eles, configurar controle parental e supervisão ativa, acompanhar os filhos, proteger a saúde mental, não expor a imagem de crianças, não compartilhar material abusivo, entre outros.

 

Mini Capacitação

Logo após, o presidente da Safernet Brasil, Thiago Tavares Nunes de Oliveira, ministrou uma capacitação para as famílias. Ele fez uma apresentação dividida em três partes. Na primeira, apresentou o trabalho da Safernet, bem como dados sobre as principais violações aos internautas brasileiros. 

Na segunda parte, fez uma demonstração prática de configurações de privacidade básicas e de controle parental ético, com uso de aplicativos e de ferramentas disponíveis nos próprios sistemas dos celulares. também apresentou um plano de mídias digitais da família, baseado nas diretrizes da SaferNet Brasil, que não visa apenas restringir, mas educar para o uso consciente, ético e seguro da internet. Por fim, expôs o projeto da disciplina Cidadania Digital, que oferece suporte completo para a implementação das diretrizes de Educação Digital nas escolas. 

 

Oficina

O workshop foi encerrado com uma oficina prática, com relatos de experiências e estudos de caso, apresentada pelo delegado de crimes cibernéticos, João Ricardo Franca e pela coordenadora-geral do Movimento Desconecta, Catarina Fugulin, 

O delegado ressaltou que muitas pessoas que não trabalham com crimes cibernéticos não sabem o potencial danoso dos crimes digitais, destacando a crescente agressividade dos criminosos. Para ilustrar, ele apresentou três casos de sua atuação, detalhando as as formas como os criminosos agiram.

Por sua vez, a coordenadora falou que o digital nào é apenas uma ferramenta isolada, mas um ambiente que molda comportamentos, pensamentos e interação de crianças e adolescentes. Também mostrou como as plataformas capturam a atenção, a partir de um desenho e de algoritmos que viciam bem como os efeitos nocivos da distração ambiental como múltiplos estímulos, interrupções constantes e fragmentação da atenção. apresentou ainda os impactos da tecnologia no cotidiano como a dificuldade de atenção contínua, alteração de rotina e qualidade do sono. falou ainda sobre proteção de dados e educação digital e finalizou com orientações práticas para as famílias. 

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