Escola municipal de João Pessoa também recebeu uma oficina lúdica de prevenção à violência
Teve início, nesta segunda-feira (18/05), em João Pessoa, a semana de capacitações sobre “Proteção de crianças e atitudes não revitimizadoras” promovidas pelo projeto estratégico do Ministério Público da Paraíba Todos por Nós, desenvolvido pelo Centro de Apoio Operacional da Criança e do Adolescente.Além da capacitação, foi realizada, na manhã desta segunda, uma oficina para crianças do 5º ano do ensino fundamental de uma escola municipal da Capital paraibana.
A capacitação reuniu, no período da tarde, membros do MPPB e conselheiros tutelares no auditório da Procuradoria-Geral de Justiça. A realização dos eventos conta com o apoio do Centro de Estudos e Aperfeiçoamento Funcional (Ceaf) do MPPB.
O evento foi aberto pelo procurador-geral de Justiça, Leonardo Quintans, que destacou a importância da capacitação. “Estamos iniciando essa semana de diálogo, de construção de trabalho sobre o tema sobre a proteção das crianças e adolescentes. Trata-se de uma capacitação presencial que visa dialogar e discutir o tema não apenas com promotores e promotoras, mas com toda rede de apoio de proteção. A ideia do Ministério Público é percorrer todo o estado levando esse tema. O trabalho de proteção e de defesa da criança e do adolescente abrange muitas instituições e muitas pessoas. Nesses encontros vamos não apenas capacitar como também trocar experiências e avança”.
A coordenadora do CAO da Criança e do Adolescente, promotora Fernanda Pettersen de Lucena, falou sobre o objetivo do evento.“Essa capacitação em escuta humanizada tem como grande objetivo evitar revitimizações, evitar violências institucionais, a partir da sensibilização e da capacitação da rede de proteção e dos próprios promotores e promotores de justiça. Ela é parte integrante do projeto do “Todos por Nós”, cujo objetivo é de forma articulada, transformar realidades a partir da prevenção de violência sexual contra crianças e adolescentes, seja por meio da prevenção voltada às próprias crianças, mas também para cuidadores e profissionais sobre como identificar sinais dessa violência sexual, o que fazer, como dialogar com a criança a respeito disso e também nos preparar para o caso de infelizmente a violência ocorrer. Então que estejamos, como promotores e como rede de proteção, preparados para escutar essa criança de uma forma humanizada e não revitimizadora. Espero que seja um momento muito enriquecedor de muito aprendizado para todos nós”, disse.
A mesa de abertura foi composta ainda pelo diretor do Ceaf, procurador João Geraldo Barbosa; pela coordenadora do Ceaf, promotora Ana Guabira Cabral; e pelos promotores Soraya Nóbrega, Catarina Batista, Lean Xerez e Fabiana Guedes.
Capacitação
A mediadora da capacitação foi a promotora de Justiça Catarina Campos Batista. A primtira palestra foi ministrada pelo psicólogo e professor universitário Moisés de Andrade Júnior. Eles destacou a necessidade de sensibilização e conscientização no trato da temática e sobre a importância de aprender a escutar a criança, uma vez que essa escuta se dá, geralmente, de forma vertical e deve ser horizontal.
Ele também abordou as formas como as crianças aprendem e lidam com o ambiente, ressaltando que não existe criança isolada mas sempre numa relação. também falou sobre como a criança percebe o mundo e como elabora e lida com o trauma causado por uma violência. Também salientou a necessidade de ajudar a criança a expressar o que viveu e oferecer um espaço acolhedor, sem julgamentos.
A segunda palestra foi proferida pela psicóloga e professora universitária Géssica Almeida de Freitas que abordou a contribuição da neurociência. entre os temas tratados na palestras estiveram o estresse precoce e o trauma na infância, como o trauma molda o cérebro da criança, em especial no período formativo de 0 a 3 anos, apontando os danos que ele causa ao sistema nervoso central.
Ainda apresentou os sinais físico, socioemocionais e motores que o trauma pode acarretar, a trajetória dos anos ao longo da vida, como o trauma se torna uma doença orgânica, a arquitetura da vulnerabildiade, as manifestações psicológivas da violência sexual, as perspectivas para uma atuação mais assertivo e inovadora e a arquitetura da rede de cuidado integral.
Em seguida, a professora do IFPB, Rackynelly Alves Sarmento Soares, apresentou a revista em quadrinhos da “Turma D´Agente” é uma iniciativa do IFPB Campus Sousa, em parceria com o Conselho Tutelar, a Secretaria Municipal de Educação de Sousa e o Ministério Público da Paraíba. A publicação aborda a prevenção da violência sexual e se destina a crianças e adolescentes, podendo ser aproveitado pelo Poder Público, pela sociedade e pelas famílias para a conscientização a respeito do assunto tão relevante de forma lúdica e acessível ao público infantojuvenil.
Oficina
Pela manhã, foi realizada uma oficina com alunos do 5º ano da Escola Municipal Cônego Mathias Freire, localizada no bairro da Torre, na Capital. A oficina contou com a participação da coordenadora do CAO da Criança e Adolescente, Fernanda Pettersen, e da professora Rackynelly Alves. Durante a oficina, os alunos receberam a revista em quadrinhos da “Turma D´Agente” e tiveram a oportunidade de jogar o Jogo da Prevenção.
A promotora Fernanda Pettersen informou que a oficina é uma das ações de prevenção do projeto junto a crianças, a partir da apresentação de uma revista em quadrinhos do IFPB que trata sobre o tema da violência sexual de forma lúdica e acessível a crianças e adolescentes.
A professora Rackynelly Alves explicou que o Jogo da Prevenção, que integra a revista em quadrinhos, é composto por 40 passos onde, à medida que se percorre a trilha, a criança ou adolescente vai aprendendo os sinais dos abusos, como se proteger e como denunciar numa linguagem simples.
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