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Mulher forte, mulher segura: MPPB inicia série de palestras para estudantes do estado

Mulher forte, mulher segura: MPPB inicia série de palestras para estudantes do estado

Iniciativa leva educação e prevenção contra a violência ao ambiente escolar

Mais de 200 estudantes de uma escola estadual em Bananeiras se reuniram, na última sexta-feira (13), para aprender mais sobre o tema da violência contra a mulher. Eles ouviram, dos promotores de Justiça Erik Bethovem de Lira Alves e Dulcerita Alves sobre leis, estatísticas, direitos das mulheres e os diversos tipos de violência que vitimam as mulheres. A palestra, na Escola Normal Pedro Augusto de Almeida, foi a primeira de uma série destinada a alunos do ensino médio de escolas estaduais de Bananeiras, Belém, Borborema, Caiçara, Dona Inês, Logradouro e Serraria, os sete municípios paraibanos na área de atuação da Promotoria de Bananeiras. 

A iniciativa do Ministério Público da Paraíba pretende percorrer as escolas para despertar nos jovens entre 14 e 19 anos a atenção para a temática e, por meio de informação e debate transparente do assunto, fazer surgir, neles, a disposição para ser uma voz a mais na luta pela mudança da realidade de violência vivida, ainda hoje, por tantas paraibanas.

O promotor de Justiça de Bananeiras, Erik Bethoven, explicou como surgiu o projeto do MPPB: “Diante do crescente número dos casos de violência contra a mulher e de feminicídios, o Ministério Público achou por bem criar a iniciativa “Mulher Forte, Mulher Segura”, que consiste em palestras nas escolas estaduais para jovens na faixa etária entre 14 e 19 anos, sobre essa problemática social grave, presente na nossa sociedade. Explicamos a eles do que se trata a violência doméstica, como definir, reconhecer, diferenciar os tipos de violência doméstica, que não é só física, mas também patrimonial, moral, psicológica e, acima de tudo, a reconhecer os sinais, porque muitas vezes um homem comete um tipo de violência que não é a física e não reconhece aquilo como tal, acha que é um comportamento normalizado, comum, permitido. E a mulher que às vezes também não se dá conta de que é vítima. A palestra tem justamente esse intuito, de despertar nos jovens a temática e explicar do que se trata, para eles poderem, inclusive, ajudar mulheres que estejam passando por situações semelhantes”, disse o promotor.

A promotora Dulcerita Alves, que coordena o Centro de Apoio Operacional de Defesa das Mulheres, ficou impressionada com a receptividade dos alunos, o que é um presságio positivo para as próximas palestras. “Eu me surpreendi com a quantidade de alunos, centenas, todos muito interessados com relação ao tema: violência contra a mulher. Mostramos que existem outros tipos de violência, além da física, que também podem atingir as mulheres. Quando se trata desse assunto, pensamos que precisamos não só falar para as mulheres, e sim para os jovens em geral, e com uma linguagem informal e simples, apropriada para alunos do ensino médio.  O encontro terminou com alunos repetindo frases usadas na apresentação, como ‘Homem que é homem não bate em mulher, não humilha, não impede de trabalhar e não usa os filhos para ameaçar’, que deveriam ser naturalizadas, em vez da violência”, concluiu a promotora.

Imagem ilustrativa gerada por IA

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