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GT realiza primeira reunião e analisa minutas sobre permuta nacional de membros do MP

GT realiza primeira reunião e analisa minutas sobre permuta nacional de membros do MP

O Grupo de Trabalho (GT) criado para elaborar proposta de normatização da permuta nacional entre membros dos Ministérios Públicos dos Estados no âmbito do Ministério Público da Paraíba (MPPB) realizou, na manhã desta terça-feira (24/02), a primeira reunião para tratar do assunto. Na ocasião, foram apresentadas duas minutas de resolução e iniciadas as análises e os estudos dessas propostas. De acordo com o presidente do GT, o procurador de Justiça Francisco Glauberto Bezerra, após a análise, será elaborado um novo documento a ser submetido ao procurador-geral de Justiça, Leonardo Quintans, e ao Conselho Superior do Ministério Público (CSMP) para apreciação e aprovação. Os trabalhos do GT deverão ser concluídos no prazo de 30 dias. A próxima reunião do grupo será nesta quinta-feira (26/02).

O Grupo de Trabalho da Permuta Nacional foi instituído pelo Ato do PGJ 28/2026, publicado no Diário Oficial Eletrônico do MPPB dessa segunda-feira (23/02), em razão da aprovação, pelo plenário do Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP), de resolução sobre a matéria e da determinação aos MPs estaduais quanto à edição de atos normativos complementares, no prazo de três meses, definindo as regras procedimentais localmente. 

Conforme explicou Glauberto Bezerra, a permuta nacional é prevista pela Emenda Constitucional 130/2023 (que alterou o artigo 93 da Constituição Federal para permitir a permuta entre juízes vinculados a diferentes tribunais), tendo sido estendida ao Ministério Público brasileiro pela Emenda Constitucional 45/2004 (a qual estabelece que se aplica ao Ministério Público, no que couber, o disposto no artigo 93 da CF) e pelo princípio constitucional da simetria entre as carreiras da magistratura e do Ministério Público. 

Além de Glauberto, integram o GT o 2º subprocurador-geral de Justiça, Alexandre César Fernandes Teixeira; o secretário-geral, João Benjamim Delgado Neto; o promotor de Justiça da Assessoria Técnica do PGJ, Eduardo Luiz Cavalcanti Campos; a secretária de Planejamento e Gestão, Ana Maria França Cavalcante de Oliveira; o promotor-corregedor, Carlos Romero Lauria Paulo Neto; a presidenta da Associação Paraibana do Ministério Público (APMP), Adriana de França Campos (que na reunião foi representada por Ana Maria França) e a assessora do CSMP, Lílian Machado Raimundo de Lima.

Luta histórica

Durante a reunião, os integrantes do GT destacaram que a permuta nacional é uma luta histórica que reforça o caráter nacional do Ministério Público. Eles também argumentaram que a medida possibilita aos membros da instituição a manutenção de vínculos familiares e comunitários, importantes para o bem-estar humano, evitando casos de desistência e abandono da carreira. “A medida é benéfica por corporificar o sentimento de Ministério Público brasileiro. Por trás de um procurador de Justiça e de um promotor de Justiça há um ser humano e quando estamos felizes, produzimos mais e melhor”, disse o secretário-geral.

Propostas

Na primeira reunião de trabalho, foram apresentadas duas propostas de minutas, uma elaborada pelo assessor do PGJ, Eduardo Campos, com base na minuta de Resolução do MP da Bahia e outra elaborada pelo promotor-corregedor, Carlos Romero, com base nas resoluções do CNMP, do Conselho Nacional de Justiça e do Tribunal de Justiça da Paraíba.

Os integrantes iniciaram a análise das minutas e discutiram questões como casos de vedação e hipóteses de impossibilidade da permuta. Um dos objetivos é coibir “oportunismos” provenientes de situações como aposentadorias voluntárias e compulsórias, além de harmonizar a resolução com normas internas, como a Lei Orgânica do MPPB. 

Para Glauberto, a reunião foi bastante produtiva. “Temos um Grupo de Trabalho composto por membros competentes, com muita expertise e dedicados à instituição. A reunião de hoje foi muito produtiva e temos certeza de que conseguiremos apresentar uma proposta de normatização qualificada para que essa reivindicação histórica da categoria possa fazer parte da realidade do MPPB”, disse. 

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mppb