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Palestras discutirão uso abusivo de anabolizantes

Realizar palestras em escolas e academias sobre os malefícios do uso indiscriminado de anabolizantes. Esta foi uma das medidas tomadas na audiência realizada pela Promotoria de Justiça dos Direitos da Saúde de João Pessoa, nesta quarta-feira (09), a partir das 14h30min, com donos de academias de ginástica, de clubes esportivos e representantes das Vigilâncias Sanitárias Estadual e Municipal, das Secretarias de Educação e Saúde do Município e do Estado, Conselho Regional de Educação Física e da Secretaria Estadual de Esporte. 

De acordo com a promotora de Justiça Maria das Graças de Azevedo Santos, serão formados grupos com os representantes dos órgãos, entidades e academias para distribuir as tarefas no tocante a realização das palestras e preparar os cartazes e cartilhas que serão usados na campanha publicitária.

“Nossa intenção é fazer uma campanha educacional, disseminando informações sobre os males dos anabolizantes. A campanha será feita pelo Ministério Público em parceria com todos os envolvidos na questão, porque este trabalho é de todos nós”, afirmou a promotora na audiência.

A Promotoria da Saúde está notificando todas as academias do município para que fixem em local visível uma placa de advertência sobre os danos à saúde humana causados pelo uso de anabolizantes, conforme exige a Lei Estadual 7.908/2005. A Agencia Estadual de Vigilância Sanitária (Agevisa) e o Conselho de Educação Física farão a fiscalização das academias. “Caso seja detectada alguma irregularidade, o MP tomará as providências que estão previstas na lei”, afirmou Maria das Graças. 

Perfil

Durante a reunião, a professora da UFPB Raquel Linka apresentou uma pesquisa realizada em 52 academias da capital sobre o uso dos anabolizantes. Segundo o estudo, 20,6% dos pesquisados declararam ter utilizado a substância. Destes, a maioria estão na faixa etária de 18 a 27 anos, possuem nível médio de escolaridade e usaram o anabolizante por indicação de amigos. A professora disse ainda que a pesquisa constatou que alguns professores de educação física estavam prescrevendo a substância aos alunos.

O representante Agevisa, Sérgio Brindeiro, disse que qualquer denúncia sobre o assunto pode ser feita de forma anônima através do telefone: 3218-5933.

CONTATOS

 

Telefone: (83) 2107-6000
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mppb