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MP debate bullying com diretores de escolas de Campina Grande

O Ministério Público, através da Promotoria de Defesa da Infância e Juventude de Campina Grande, promoveu, na semana passada, uma reunião com os 225 diretores das escolas da rede estadual e municipal da cidade, para debater a questão do bullying. Segundo o promotor Herbert Targino, constatou-se que 55% das escolas já registraram ao menos um boletim de ocorrência na Delegacia de Polícia e que cerca de 79% delas ainda sofrem com a violência.

De acordo com o promotor, um dos primeiros dilemas nessa questão é saber se a escola é centrada no aluno ou na aprendizagem. “As percepções sobre diversos tipos de violências de alunos e membros do corpo técnico-pedagógico em escolas públicas impõem o conhecimento do mundo escolar com suas particularidades e percepção de seus diversos atores”, afirmou.

Herbert Targino informou ainda que, na reunião, ficou bastante acentuada as principais manifestações da violência nas escolas. “Mas é importante ressaltar que a violência escolar não vem desacompanhada de outros fatores. Não é algo que surge e termina dentro da sala de aula. É apenas uma das facetas dos variados tipos de violência que acercam o jovem diariamente: a violência familiar, social, estatal, verbal, física, comportamental, entre outras”.

Durante a reunião, um dos assuntos debatidos foi como a violência interfere na qualidade do ensino e no projeto pedagógico. Segundo o promotor, a violência causa nos alunos e professores, ansiedade, insegurança, queda na autoestima, desinteresse, desmotivação, agressividade, dificuldade de relacionamento, leva os alunos à evasão escolar e à repetência, estimula a falta às aulas, gera intrigas, desrespeito e situações constrangedoras.

O promotor destaca ainda que o cotidiano escolar está impregnado de brigas, discussões, agressões, ameaças, desacatos e conflitos e que diretores, professores e funcionários são alvo constantes de agressões físicas e verbais. “Em relação à escola, constatou-se que não está equipada e preparada para trabalhar todas essas variantes e questões da violência. A desagregação familiar e o desemprego interferem seriamente no processo educativo. Há a necessidade de conscientização de investimento para a vida, que os pais precisam assumir seus filhos, assim como a comunidade deve assumir a educação”, conclui Herbert Targino.

 

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mppb