O secretário executivo do Ministério da Educação, Francisco das Chagas, disse que todas as pesquisas feitas na área indicam que a violência repercute nos indicadores da evasão escolar e na aprendizagem na escola brasileira. Segundo ele, o Ministério tem se preocupado com a violência como um todo e não só com o uso de drogas.
“Sabemos que existe a violência física, os furtos, a própria violência do não acesso de jovens à cidadania na escola. Ou seja, são várias as violências existentes”, declarou Francisco das Chagas, durante a apresentação do painel “Educação e Saúde: Um Diálogo necessário”, no I Encontro Nacional entre o Ministério Público e o Ministério da Saúde. O encontro está acontecendo no Auditório do Ministério Público da Paraíba e tem como tema “Saúde Mental de Crianças e Adolescentes na Contemporaneidade: Desafios e Proposições”.
Francisco das Chagas veio apresentar, no encontro, algumas ações do Ministério da Educação dentro do plano de desenvolvimento da educação, que, segundo ele, tem ajudado a inclusão de crianças e adolescentes. Ele enfatizou que o MEC tem uma divisão que cuida de políticas da educação especial, dentro do plano de desenvolvimento da educação, com ações específicas em relação as necessidades especiais.
Perguntado se os professores estão preparados para enfrentar o problema da violência nas escolas, o secretário executivo do MEC afirmou que, em tese, estão, uma vez que “eles estariam preparados para ensinar”. Observou que o problema da violência e das drogas é uma demanda da sociedade contemporânea, e, que é natural esse tipo de problema chegar à escola, porque a escola não está isolada da sociedade. “A formação continuada dos professores leva em consideração a questão das violências que existem nas escolas”, observou.
Por fim, Francisco das Chagas afirmou que os Ministérios da Educação, da Saúde e das Comunicações têm várias ações que são integradas com os entes federados (os estados e municípios), até porque as escolas da educação básica são de responsabilidade dos estados ou municípios. “Os ministérios têm que fazer o regime de colaboração, fazer parcerias para desenvolver determinados programas. É nisso que nós temos trabalhado dentro PAR - Plano de Ação Articulada”, disse ele.
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