Encontrar soluções para os problemas institucionais é o maior desafio da atual gestão. Segundo o procurador-geral de Justiça Oswaldo Trigueiro do Valle Filho, existem 56 promotorias de Justiça no Sertão do Estado, onde atuam apenas 25 promotores. Somente na primeira entrância há a carência de mais 39 promotores de Justiça.
A carência de recursos humanos também é estendida a servidores. De acordo com o procurador-geral, mesmo com o ingresso de 130 servidores aprovados no último concurso público realizado pelo MP, vários setores sofrem com a falta de profissionais e com a remoção de servidores de municípios do Interior para a Capital.
“Dos seis servidores lotados em Guarabira no último concurso, cinco foram removidos para a Capital. Não conseguimos sentir onde estão os 130 servidores que ingressaram no MP através do concurso realizado recentemente”, exemplificou Oswaldo Filho na manhã desta quinta-feira (12), durante a abertura do quarto e último encontro regional que acontece até amanhã em João Pessoa.
Depois de elencar alguns dos principais problemas institucionais, o procurador-geral reforçou a necessidade do apoio de todos os membros para encontrar soluções e vencer os desafios. “O nosso maior desafio não é o social e sim o institucional. Temos problemas gravíssimos a enfrentar. O que vemos por aí é o trabalho altruísta de cada promotor de Justiça. Há pessoas que pagam do próprio bolso para custear estruturas que deveriam ser oferecidas pela instituição. Não podemos mais criar artifícios e soluções de momento. Neste encontro, peço encarecidamente que cada um fale o que deve falar, sem amarras e impedimentos. Se não fizermos isso, ficaremos na eterna aparência e maquiagem”, argumentou.
Segundo o procurador-geral, “conhecer e identificar os problemas da instituição e fazer o intercâmbio com outros Ministérios Públicos Estaduais são os primeiros passos para superar o improviso”. “Todos querem 'pra ontem' as soluções, mas não existem soluções prontas. Enfrentando essas dificuldades, teremos condições de criar um novo modelo de MP e de dar novas respostas à sociedade, que é o nosso maior cliente”, defendeu.
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