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Baixo percentual do duodécimo compromete paridade entre magistrados e membros do MP

Um dos grandes entraves para a administração do Ministério Público está na área orçamentária. Enquanto o Tribunal de Justiça recebe 6% de duodécimo, o MPPB recebe apenas 2% para custear todas as suas despesas e fazer investimentos. O problema foi apontado por promotores e procuradores de Justiça na manhã desta quinta-feira (12), durante a abertura do quarto encontro regional, que acontece até amanhã em João Pessoa.

Na avaliação do corregedor-geral do MPPB, Paulo Barbosa, o baixo percentual compromete a paridade entre magistrados e membros do Ministério Público. Já o procurador-geral de Justiça Oswaldo Trigueiro Filho ressaltou que os poucos recursos limitam ações ministeriais em todo o Estado.

Para Paulo Barbosa, é preciso um movimento nacional, encabeçado pelos Ministérios Públicos dos Estados do Nordeste - que são as unidades mais pobres da federação e que, por isso, têm uma dotação orçamentária menor - para aumentar o percentual do duodécimo a que os órgãos ministeriais têm direito. “Nossa paridade com a magistratura sempre está a depender do humor do governador do Estado e do relacionamento dele com o procurador-geral de Justiça, porque o nosso percentual constitucional é insuficiente”, disse.

 

O presidente da Associação Paraibana de Promotores de Justiça, João Arlindo, informou aos presentes que já existe um movimento nacional que reivindica o aumento do duodécimo dos MPs para 4%. Ele sugeriu que seja elaborada uma proposição sobre o assunto durante o encontro. “O problema é que os maiores Estados não têm interesse de que isso passe. Estamos diuturnamente em Brasília, tentando resolver esse problema. Além disso, temos outro problema: existem 1,2 mil projetos de lei que tramitam contra o MP no Congresso e lá não temos uma representação forte”, lamentou.

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mppb