A Promotoria da Infância e Juventude da Comarca de João Pessoa e o Ministério Público do Trabalho (MPT) vão realizar, nesta sexta-feira (5), às 9h, no auditório da Procuradoria Regional do Trabalho da 13a Região, uma audiência pública para discutir a continuidade do trabalho de enfrentamento à exploração sexual de crianças e adolescentes.
Vários proprietários de estabelecimentos comerciais foram notificados para comparecer à audiência. A proposta do MPT e do MPPB é fazer com eles assinem um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC). “A expectativa é de que os empresários se comprometam a denunciar a exploração sexual infantil e a divulgar o Código de Conduta (contra o Turismo Sexual) lançado ano passado”, disse a promotora de Justiça Soraya Escorel.
O Código de Conduta Contra o Turismo Sexual foi lançado pelo MPPB e pelo MPT no Dia Internacional de Combate à Exploração Sexual Infantil (18 de maio). O documento possui 18 artigos e foi traduzido em alemão, francês, espanhol e inglês por especialistas da Universidade Federal da Paraíba. “O Código foi proposto pelo MPT e encabeçado pelo MPPB e pelo município de João Pessoa, tendo como base o Código Internacional contra a Exploração Sexual Infantil. Durante dez meses, ouvimos várias entidades. Ficamos muito felizes com o engajamento da Promotoria da Infância e Juventude nesta campanha e, principalmente, com o apoio dado pela Procuradoria Geral de Justiça e pelas Secretarias de Comunicação, Turismo e Desenvolvimento Social de João Pessoa”, ressaltou o procurador do Trabalho Eduardo Varandas.
Segundo a promotora da Infância e Juventude, todas as acomodações de cada estabelecimento do setor hoteleiro (o que inclui pousadas, hotéis, motéis, albergues, etc) deverão ter um exemplar do Código de Conduta para que o turista seja advertido das penalidades previstas para quem explorar sexualmente crianças e adolescentes. “O Código é uma declaração formal de responsabilidade do Ministério Público Brasileiro, que está preocupado com o crescente aumento da exploração sexual infanto-juvenil no País. Ele tem caráter educativo e repressivo e é importante para garantir que sejam preservados os direitos de crianças e adolescentes”, explicou.
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