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MPPB investiga assistência obstétrica, em 15 cidades

Maternidade Cândida Vargas é referência em gravidez de alto risco e está sobrecarregadaO Ministério Público da Paraíba está desenvolvendo uma ação articulada para investigar a situação da assistência obstétrica oferecida em 15 municípios. A medida foi tomada em resposta à solicitação da Secretaria de Saúde de João Pessoa (SMS/JP) que reclamou da sobrecarga de trabalho e da falta de leitos obstétricos em seus serviços de saúde.


Os promotores de Justiça que atuam nas cidades de Santa Rita, Cabedelo, Alhandra, Conde, Mamanguape, Caaporã, Pedras de Fogo, Sapé, Jacaraú, Rio Tinto, Itabaiana, Mari, Bayeux, Guarabira e João Pessoa já receberam expedientes enviados pela coordenação do 1° Centro de Apoio Operacional às Promotorias (Caop) para solicitarem, junto aos secretários de saúde e aos presidentes dos Conselhos de Saúde dos municípios, informações sobre o assunto.


De acordo com a SMS/JP, a maior parte das cidades está realizando, em média, apenas 51,3% dos atendimentos obstétricos pactuados pelo SUS. Em contrapartida, as maternidades de João Pessoa, Santa Rita e Cabedelo estariam trabalhando com sobrecarga média de 122%.
 

Em Alhandra, por exemplo, os serviços de saúde não estavam conseguindo realizar nenhum procedimento em obstetrícia. Em Jacaraú, só vinham sendo realizados 8% dos atendimentos pactuados. “Fica patente a sobrecarga no município de João Pessoa e as consequências são maternidades superlotadas, o que traz riscos à saúde das usuárias e inviabiliza, acima de tudo, uma assistência segura e de boa qualidade”, avaliou o promotor de Justiça que coordena o 1° Caop, Adrio Nobre Leite.

 

Serviço de referência

 

Dados do Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde (Cnes/MS) revelam que o município de João Pessoa possui 220 leitos obstétricos, 25 leitos de UTI neonatal e 46 leitos de UTI adulto para atender os pacientes do SUS. Além de serem referência no atendimento obstétrico para 155 cidades da Paraíba, as maternidades da Capital atendem à demanda espontânea de pacientes provenientes de 15 municípios do Interior não pactuados e de 11 cidades pernambucanas. De acordo com a SMS/JP, entre janeiro e julho do ano passado, foram realizados 244 procedimentos obstétricos a pacientes residentes em Pernambuco, o que totalizou um gasto aproximado de R$ 155 mil.

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Telefone: (83) 2107-6000
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