Advogados do promotor de Justiça solicitaram presença do Conselho para ouvi-lo e examinar situação a que vem sendo submetido
O promotor de Justiça Carlos Guilherme dos Santos Machado foi ouvido nesta quarta-feira (3) pelo membro do Conselho Nacional do Ministério Público Adilson Gurgel. O representante do CNMP veio à Paraíba a pedido dos advogados do promotor para examinar toda a situação a que vem sendo submetido, desde a sua prisão em julho do ano passado, quando foi acusado de atirar contra o pedreiro Patrício da Silva, no Município de Cajazeiras, onde atuava como promotor de Justiça.
Adilson Gurgel tomou a termo as declarações do promotor de Justiça e recebeu um memorial descritivo de todos os fatos e processos que estão em andamento, envolvendo Carlos Guilherme. “Os advogados do promotor solicitaram uma representação do Conselho Nacional do Ministério Público para verificar, in loco, tudo o que vem acontecendo com ele, e o pedido foi deferido. Por designação do presidente da Comissão de Preservação da Autonomia do Ministério Público, conselheiro Cláudio Barros, aqui vim para ouvir o promotor”, afirmou o conselheiro Adilson Gurgel.
Segundo ele, os dados por ele colhidos serão levados ao CNMP na próxima terça-feira (9). Antes, porém, ele levará o caso ao presidente da comissão de Preservação da Autonomia do MP, da qual faz parte, para que o assunto “seja processado e se possa analisar as providências que podem ser tomadas pelo Conselho”.
“Eu somente vou fazer um relato de tudo o que aconteceu aqui e o presidente da Comissão, conselheiro Cláudio Barros, é quem vai decidir o que vai se fazer. A decisão do Conselho é de que esses processos continuem. A solicitação é apenas que haja uma maior agilidade nesses processos, porque o promotor vem recebendo acusações, que estão repercutindo na sociedade. Essa situação é desconfortável para qualquer pessoa e muito mais para um membro do Ministério Público. Impõem-se uma certa agilidade não só aqui na Paraíba como no CNMP. A questão será tratada e levada em consideração para que possa ter um termo todos esses processos”, relatou Adilson Gurgel.
Antes de ouvir o promotor Carlos Guilherme, o conselheiro Adilson Gurgel esteve com o procurador-geral de Justiça da Paraíba, Oswaldo Trigueiro do Valle Filho, se inteirando do assunto.
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