O Ministério Público da Paraíba, através da Promotoria de Defesa dos Direitos do Cidadão de João Pessoa, baixou uma recomendação ao Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia (Crea-PB) adote providências no sentido de orientar, fiscalizar e determinar aos engenheiros-agrônomos que somente prescrevam agrotóxicos após vistoria de campo, obtenção de percepção diagnóstica da cultura ou plantação a ser protegida. A Promotoria determinou um prazo de 45 dias para que o Crea-PB comprove o envio da recomendação aos engenheiros-agrônomos.
A Promotoria ainda recomenda que a receita especifique a quantidade total de agrotóxico e dosagens de aplicação, com observância do intervalo de segurança entre a última aplicação e a colheita, uso ou consumo, a semeadura ou o plantio e a semeadura ou o plantio seguinte, com vistas a proteger o meio ambiente e a saúde das pessoas. Os agrônomos também devem repassar aos produtores advertências quando às precauções de uso, primeiros socorros e proteção ao meio ambiente, estabelecendo mecanismos específicos de controle ético contra práticas indevidas.
De acordo com o promotor de Justiça Valberto Lira, a recomendação foi baixada devido à constatação do uso indiscriminado de agrotóxicos. “Durante as reuniões do Fórum Permanente de Ações Integradas sobre Agrotóxicos, há notícias de que engenheiros-agrônomos, no exercício da profissão, prescrevem a utilização de agrotóxicos sem a devida averiguação da cultura a ser produzida, deixando de promover a correta orientação ao produtor sobre o correto manejo de agrotóxicos e de seus perigos, além de, algumas vezes, fornecer receituário em branco, a ser posteriormente preenchido pelo próprio produtor ou funcionários de estabelecimentos comerciais”, informou o promotor.
“Inclusive houve a proibição de entrada de verduras e hortaliças nos vizinhos Estados de Pernambuco, Ceará e Rio Grande do Norte. Expedimos esta recomendação ao Crea-PB objetivando assegurar um maior controle sobre o receituário para agrotóxicos por parte dos engenheiros-agrônomos”, complementou Valberto Lira.
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