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MP vai propor TAC para secretaria desative leitos psiquiátricos

O Ministério Público da Paraíba vai propor à Secretaria de Saúde de João Pessoa a celebração de um termo de ajustamento de conduta (TAC). O objetivo é definir o prazo para a retirada de cerca de 80 pacientes que residem no Completo Psiquiátrico Juliano Moreira e a consequente desativação dos leitos psiquiátricos, conforme determina a lei da reforma psiquiátrica.

O MP também fará uma audiência com os responsáveis pelo Complexo Psiquiátrico para discutir as irregularidades constatadas em inspeções realizadas pela Comissão Permanente de Fiscalização dos Hospitais Psiquiátricos (composta por representantes dos Conselhos Regionais de Medicina, Enfermagem e Psicologia e da Gerência de Vigilância Sanitária de João Pessoa).

Até a primeira quinzena de abril, a Comissão Permanente deverá encaminhar à Promotoria de Justiça do Cidadão, os relatórios das fiscalizações realizadas no hospital psiquiátrico localizado na Capital. Segundo o promotor de Justiça Valberto Lira, após o recebimento do documento, será agendada uma audiência para propor aos responsáveis pelo hospital a assinatura de TAC para que as irregularidades constatadas sejam sanadas em prazos previamente determinados.

 

Denúncia de abuso sexual

 

No dia 16 de março deste ano, representantes da Comissão Permanente inspecionaram diversos setores do Complexo Psiquiátrico. Na ocasião, um paciente atendido na unidade denunciou aos integrantes do Conselho Regional de Medicina (CRM/PB) e ao promotor de Justiça do Cidadão, Valberto Lira, que foi vítima de violência sexual dentro da unidade.

“O paciente chegou a apontar o nome do autor da violência, um usuário de drogas que lá se encontra em tratamento. Vou solicitar ao delegado Getúlio Lira Machado, gerente executivo da Polícia Civil Metropolitana, a designação de um delegado especial para instaurar inquérito policial e apurar esta e outras denúncias que deverão surgir. O fato é muito grave!”, avaliou o promotor de Justiça.


A Promotoria do Cidadão também deverá solicitar ao procurador-geral de Justiça, Oswaldo Trigueiro do Valle Filho, a designação de um promotor de Justiça para acompanhar as investigações. “Há indícios veementes de que a administração não adota as medidas necessárias para proteger os pacientes que ali se encontram”, criticou Valberto Lira.


O promotor de Justiça também disse que há a possibilidade de ser formada uma comissão especial, integrada por diversos setores da sociedade civil organizada e poderes públicos estadual e municipal.

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mppb