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Tirar as ideias do papel é o maior desafio das instituições

Fazer com que a estratégia saia do papel e se concretize em ações efetivas. Esse é o maior desafio das instituições, segundo o sócio-diretor da empresa de consultoria e gestão 3 GEN, Roberto Campos, que proferiu a última palestra do I Seminário de Gestão Estratégica do Ministério Público da Paraíba na manhã desta sexta-feira (7).


O evento realizado desde a quinta-feira (6) no auditório do Centro Universitário de João Pessoa (Unipê) contou com a participação de 305 pessoas (entre servidores e membros do MPPB). A última palestra ministrada por Campos teve como tema “Práticas de Gestão Estratégica no Ministério Público Brasileiro”, tendo em vista a experiência da empresa de consultoria em cinco MPs estaduais.

Campos falou sobre a complexidade do Ministério Público e reforçou o que os demais palestrantes já tinham dito: é preciso o engajamento de todos (membros e servidores) para transformar o que é planejado em ações concretas e efetivas.

Ele ressaltou que é necessário lembrar das especificidades das instituições como o Ministério Público para traçar a gestão estratégica. “Quando iniciei o trabalho no MP do Rio Grande do Sul, tomei um susto devido à complexidade da instituição, a sua missão constitucional e à independência funcional dos seus membros, o que não torna fácil trabalhar gestão estratégica. No MP Goiás, foi preciso mudar a Lei Orgânica para garantir que os membros se engajassem na gestão estratégica da instituição. Acredito mais na força do envolvimento das pessoas. Essa é uma caminhada que não é simples e que é muito lenta. Mas quando essa caminhada é feita e envolve todas as pessoas em todos os momentos, é uma caminhada que traz bons frutos”, disse.

 

Planejamento x Gestão

 

Para não transformar projetos em “um conjunto de frases bonitas e de efeito colocadas no papel”, Roberto Campos disse que é preciso que as instituições tenham como paradigma a gestão e não o planejamento. “O problema essencial de executar a estratégia não é técnico, a principal barreira é gente. Qualquer construção que tenha de fato a intenção de sair do papel não pode ignorar o fator humano nesse processo. Quando uma estratégia não sai do papel, ela gera frustração, resistência e diminui o nível de envolvimento das pessoas. Portanto, o enfoque precisa passar por muita participação e muito foco na execução”, argumentou.

O palestrante mencionou os dois casos que, segundo ele, são referência no Brasil na implementação da gestão estratégica: o Ministério Público de Goiás e o MP do Rio Grande do Sul, devido à “solidez, à participação das pessoas e aos resultados” obtidos.

Ele também falou sobre o trabalho que vem sendo realizado pelo Judiciário e sobre a utilização de técnicas (como a “Balanced Scorecard”) que permitam mensurar a efetividade do planejamento através de indicadores. “É preciso trabalhar questões de base para atingir resultados. A lógica é trabalhar na causa raiz do problema. É preciso estruturar a instituição para dar saltos. Estratégia é 20% inspiração e 80% transpiração. Neste momento, o MP goza de uma credibilidade social ímpar, comparado a outras instituições. Para gozar dessa credibilidade vocês vão ser cada vez mais demandados e será preciso colocar mais energia no que é prioridade para a instituição. Não dá para ter grandes projetos para tudo ao mesmo tempo”, destacou.

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mppb