Mais de 4 quilos de crack foram apreendidos em Santa Rita e Sapé, diligências prosseguem e sete municípios paraibanos
Quarenta e quatro pessoas foram presas e 4,3 quilos de crack foram apreendidos, até agora, na Operação Quark, desencadeada pelo Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado do Ministério Público da Paraíba (Gaeco) e pela Polícia Civil da Paraíba na madrugada desta quinta-feira (13).
Várias equipes compostas por delegados, policiais militares, federais e rodoviários federais continuam em diligência nos Estados da Paraíba, Pernambuco, Rio Grande do Norte e Rondônia. Na Paraíba, o objetivo é cumprir mais 19 mandados de prisão e três mandados de busca e apreensão para desbaratar a quadrilha de narcotraficantes que tinha atuação nos quatro estados brasileiros.
O grupo é formado por transportadores, depositários de drogas, fornecedores interestaduais e presidiários que negociavam entorpecentes de dentro de unidades prisionais da Paraíba, através de telefones celulares. A prisão dos envolvidos foi decretada pelo juízo da 2ª Vara da Comarca de Sapé (no Brejo Paraibano). Os pedidos de prisão e de busca e apreensão foram feitos pelo delegado da Polícia Civil Állan Murilo Terruél, que preside o inquérito policial que deu origem à ação. Os alvos investigados deverão ser presos temporariamente por 30 dias e serão indiciados pelos crimes de tráfico de drogas e associação para o tráfico ilícito de entorpecentes.
De acordo com o secretário de Segurança e Defesa Social da Paraíba, Gustavo Gominho, das 44 prisões efetuadas até agora, 41 foram feitas na Paraíba e três no Rio Grande do Norte e Pernambuco. Das 41 pessoas presas no Estado, 15 já cumprem pena em presídios.
Flagrantes
O secretário também informou que dos 41 mandados de prisão cumpridos no Estado, cinco foram feitos em flagrante em Santa Rita e Sapé, onde também foram apreendidos mais de quatro quilos de crack, dois revólveres calibre 38 e uma espingarda caseira. As diligências continuam em sete municípios: João Pessoa, Campina Grande, Santa Rita, Sapé, Guarabira, Rio Tinto e Baía da Traição. “Consideramos excelente o resultado da operação, pois mais de 50% dos mandados já foram cumpridos. Mas, não vou me conformar enquanto não prender todo mundo”, disse Gominho.
Investigações
As investigações sobre a suposta existência de uma rede de tráfico de substâncias ilícitas na cidade de Sapé foram iniciadas no ano passado. De acordo com a coordenação do Gaeco, o curso das investigações não só confirmou o fato, como revelou uma cadeia maior do que se supunha, havendo, além de uma estrutura organizada, uma macroestrutura a serviço do tráfico de Sapé e cidades circunvizinhas.
Trinta delegados de polícia da Paraíba estão liderando as equipes de execução com o apoio da Polícia Militar. Nas áreas indígenas, os delegados estão sendo acompanhados pela Polícia Federal e pela Polícia Rodoviária Federal. Ao todo, cerca 300 policiais estão participando da Operação Quark.
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