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MPPB aciona município de São José de Piranhas na Justiça

Boxes do mini-shopping da cidade (antigo mercado público) foram cedidos pela Prefeitura a particulares gratuitamente para finalidade lucrativaEnquanto secretarias e repartições funcionam em imóveis alugados, bens públicos são cedidos gratuitamente a particulares para fins lucrativos

 

O Ministério Público da Paraíba ingressou com ação na Justiça para obrigar o município de São José de Piranhas (no Alto Sertão da Paraíba, a 492 quilômetros de João Pessoa) a realizar licitação para a concessão do uso de bens públicos a particulares, conforme estava previsto no termo de ajustamento de conduta (TAC) celebrado há três anos.

 

 

De acordo com a própria prefeitura, o município possui cerca de cem imóveis públicos cedidos a particulares para finalidades lucrativas. Em 22 prédios divididos em 68 boxes, a ocupação é totalmente irregular. Um desses imóveis é o antigo mercado público, atualmente conhecido por “mini shopping”.

 

Segundo o promotor de Justiça Osvaldo Lopes Barbosa, a promotoria recebeu denúncia de que vários imóveis foram locados pelo município para o funcionamento de secretarias e repartições públicas. “Mesmo assim, a edilidade continua cedendo seus imóveis a particulares, a título gratuito, gastando quantias absurdas com aluguéis para o funcionamento da máquina administrativa”, criticou.

 

O representante do Ministério Público do Estado disse que o TAC celebrado em junho de 2007 tinha como objetivo fixar critérios objetivos, impessoais e transparentes para a concessão de uso de bens públicos pertencentes ao município de São José de Piranhas, além de garantir a recuperação integral dos bens públicos que estão cedidos a particulares e dotar o município de locais próprios para o funcionamento de suas secretarias e repartições. “Lamentavelmente, o Poder Executivo não vem cumprindo, voluntariamente, o acordo celebrado na forma e no prazo estabelecidos, não restando alternativa ao Ministério Público que não seja se valer da tutela jurisdicional do Estado”, lamentou Barbosa.

 

Na ação, o promotor de Justiça solicita ao juiz da Comarca de São José de Piranhas que defina o valor da multa diária a ser aplicada contra o município pelo descumprimento do TAC.

 

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