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MPPB fará um diagnóstico do sistema carcerário no Estado

A partir dos dados coletados, Comissão de Execução Penal pretende elaborar a política institucional para atuação no setor


Comissão Especial das Execuções Criminais do MPPB em sua primeira reuniãoA Comissão Especial de Execução Penal formada pelo Ministério Público da Paraíba fará um diagnóstico da situação carcerária no Estado para, a partir desses dados, traçar metas de atuação da instituição nesse setor. A decisão foi tomada durante a primeira reunião de trabalho da Comissão, na sede da Procuradoria Geral de Justiça.

Formada por 15 membros do MPPB responsáveis pelas execuções penais em vários municípios paraibanos, a Comissão deverá pensar políticas institucionais a serem trabalhadas conjuntamente, como por exemplo a analise da situação jurídica dos apenados, programas educativos, de saúde, ocupacionais e de ressocialização.

A reunião foi presidida pelo procurador-geral de Justiça, Oswaldo Trigueiro do Valle Filho, que expôs a sua preocupação e de outros promotores de Justiça quanto a situação dos apenados na Paraíba e que tipo de contribuição o Ministério Público da Paraíba pode dar para melhorar a situação.

“Nós já sabemos a situação do sistema carcerário na Paraíba e em todo o país é muito difícil e não adianta estar só lamentando. Acho que o Ministério Público pode dar uma contribuição significativa para essa área. Daí a idéia de criar essa comissão para pensar a execução penal na Paraíba”, afirmou o procurador-geral, ao explicar os motivos que o levaram a criar a comissão especial.

Durante a reunião, cada promotor falou da sua experiência de atuação na área. A promotora das execuções penais de Sapé, Carolina Freire, relatou que está há pouco tempo atuando na área, e vem implementando ações em conjunto com o poder público no sentido de promover a educação, saúde, ressocialização e dar ocupação aos apenados. Ela propôs que se firme parcerias com universidades, para que estudantes universitários possam desenvolver ações em suas áreas de atuação, e proporcionando atividades ocupacionais para os presos.

Para o promotor Rodrigo Nóbrega, uma das situações mais urgentes de atuação junto aos apenados é a análise das fichas de execução da pena de cada preso e ver os que têm direito a progressão de pena e outras medidas jurídicas que possam ser tomadas em favor dos presos. Já a promotora da Educação de João Pessoa, Fabiana Lobo, defendeu como primeiro passo de ação da Comissão fazer um diagnóstico do sistema carcerário. A partir desse diagnóstico, fechar o foco na situação que se mostrar mais urgente.

O promotor das execuções penais de João Pessoa, Nilo Siqueira, que será o coordenador da Comissão Especial, defendeu um trabalho mais voltado para a ressocialização. “Essa é uma questão que deixa muito a desejar e que precisamos encontrar propostas”, afirmou.

Com a tuação na cidade de Cajazeiras, o promotor Aristóteles Santana fez um relato da situação carcerária naquele município e disse sentir urgência de uma ação ministérial tendo em vista as péssimas condições de vida dos presos naquela cidade.

Além do diagnóstico carcerário na Paraíba, a Comissão Especial das Execuções Penais decidiu, ainda, convidar um técnico da Secretaria de Administração Penitenciária do Estado para falar sobre a política carcerária e os programas desenvolvidos. Por fim, fazer também uma pesquisa junto aos presos sobre a visão deles com relação ao sistema penitenciário. Para isso, a proposta é envolver Universidades na elaboração do questionário que será aplicado.

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mppb