A partir do próximo mês o Conselho Nacional de Procuradores-Gerais irá veicular campanha televisiva em cadeia nacional, mostrando ao cidadão a importância do Ministério Público na defesa de seus direitos. Essa campanha faz parte do Programa Nacional de Comunicação Social, que foi apresentado na tarde desta quinta-feira (24), em João Pessoa, durante a reunião ordinária do CNPG.O VT da campanha foi exibido pelo subprocurador-geral de Justiça do Estado do Rio de Janeiro, Carlos Roberto Jathay, que explicou aos presentes sobre a Rede de Comunicação Social do Ministério Público, que surgiu a partir da união das Assessorias de Comunicação das 26 unidades do MP. “Essa rede já está em pleno funcionamento e já produziu matérias, tanto quanto a reforma do Código Florestal, quanto à questão do Conselho da Polícia, a PEC 381. Através da rede e da comunicação social do nosso colegiado, nós conseguimos veicular em jornal de grande circulação um artigo do procurador-geral de Justiça do Rio de Janeiro, Cláudio Soares Lopes, que trata sobre a criação do Conselho da Policial e que já teve repercussão com a reação da polícia e dos advogados do Rio de Janeiro”, destacou o Subprocurador Carlos Jathay.
O subprocurador-geral de Justiça do Rio de Janeiro durante sua explanação enfatizou ainda que a questão da criação do Conselho de Polícia tem que ser veiculada em duas vertentes: uma técnica em discussão no Congresso e a segunda vertente é tentar veicular ao máximo junto à sociedade, e acho que o Conselho de Comunicação pode ser um grande instrumento, a questão dos malefícios à sociedade produzidos com a eventual criação do Conselho de Polícia.
“Hoje o corporativismo policial, tanto na Câmara, quanto no Senado, coloca o MP, absolutamente, em desvantagem, então nós temos que ficar atentos a este tipo de discussão, porque sempre será veiculada como corporativismo do Ministério Público do Rio de Janeiro”, ressaltou Carlos Jathay.
Casos concretos
Durante a discussão sobre o Programa Nacional de Comunicação Social do MP, os integrantes do CNPG aprovaram a ideia e, alguns deles, sugeriram que fossem veiculados para conhecimento público a identificação de casos clássicos, onde o Ministério Público, no controle externo, teve uma atuação positiva, a exemplo do assassinato do promotor de Justiça Hildebrando Pascoal, no Acre, que foi o Ministério Público que conseguiu a condenação de um dos donos do poder no Acre e a questão do jogo do bicho no Rio de Janeiro, onde, segundo Carlos Jathay, toda a polícia estava na folha do jogo do bicho e houve o estouro da fortaleza de Castor de Andrade.
“Acho que isso poderia ser objeto de um vídeo institucional, que nós conseguiríamos veicular em rede nacional”, destacou Carlos Jathay, ressaltando ainda que “um dos objetivos desse Conselho de Comunicação é veiculação nacional da vinheta do MP em horário nobre e que será disponibilizada para os procuradores-Gerais dos Estados”.
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