O Ministério Público da Paraíba e o Instituto Cidades montaram um esquema de segurança para garantir a lisura e evitar fraudes na primeira etapa do concurso público que está oferecendo 20 vagas para o cargo de promotor de Justiça substituto. A prova preambular foi realizada na tarde deste domingo (1º) em 77 salas do Centro Universitário de João Pessoa (Unipê) por 2034 candidatos.
O esquema de segurança contou com a participação da Polícia Federal, da Polícia Militar, da Polícia Civil e da Polícia Científica. Todos os candidatos passaram por detectores de metais antes de ingressar na sala. No local de prova, foram instalados quatro equipamentos fixos e utilizados 14 equipamentos móveis para fazer o bloqueio da transmissão de sinais de aparelhos celulares e de outros transmissores de dados. A comissão do concurso acompanhou o transporte dos malotes das provas, que foi feito por carros-fortes escoltados pela Rotam.
Segundo o procurador de Justiça Marcos Navarro, a equipe da comissão do concurso também ficou confinada, desde o dia 28 de julho, em um hotel da Capital. “Isso significa que os membros da comissão ficaram incomunicáveis desde quarta-feira. A Polícia acompanhou todo o processo para garantir que não houvesse nenhum tipo de vazamento da prova. Todas as pessoas foram revistadas e toda a operação para imprimir, ensacar e colocar as provas nos malotes foi filmada. Acredito que a segurança foi suprida. Os candidatos só puderam entrar na sala com caneta e lápis. Eles não puderam usar aparelhos eletrônicos, relógios digitais, óculos escuros, chapéus, bonés e bolsas”, explicou o presidente da comissão.
Uma equipe da Superintendência de Transporte e Trânsito de João Pessoa (STTrans) fez o controle do tráfego nas vias de acesso ao Unipê e no próprio campus universitário. Na BR-230, o tráfego foi disciplinado pela Polícia Rodoviária Federal. O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), a equipe médica da Procuradoria-Geral de Justiça, a Energisa e o Corpo de Bombeiros também deram suporte à realização do concurso.
Sem problemas
Segundo o procurador-geral de Justiça Oswaldo Trigueiro do Valle Filho, mais de 200 fiscais (entre promotores de Justiça e servidores do MPPB) foram treinados ontem (31) no auditório da Procuradoria Geral de Justiça, em João Pessoa, para garantir que o concurso fosse realizado com êxito e tranquilidade. “Isso se refletiu no andamento das provas. Não houve nenhum registro de incidentes. A primeira fase do concurso foi um sucesso absoluto por todos os dados que nos foram trazidos – como a organização, o cumprimento dos horários, a segurança – e pela constatação feita pelos candidatos do nível de excelência exigido pela prova, que foi bem formulada. Isso tudo nos dá a certeza da lisura do concurso”, disse.
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