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51,6% das vítimas de homicídio em CG são adolescentes e jovens

 MPPB e sociedade civil decidem criar Fórum Permanente de Segurança Pública

 

Uma em cada duas pessoas assassinadas em Campina Grande tem menos de 25 anos de idade. De acordo com dados divulgados pelos Conselhos Comunitários de Segurança, nos últimos 18 meses, foram registrados 247 homicídios no município, sendo que em 51,6% deles, as vítimas eram adolescentes de 13 a 17 anos e jovens na faixa etária de 23 a 25 anos de idade.


O Mapa da Violência 2010 publicado pelo Instituto Sangari também revela dados alarmantes e diz que o número de crianças, adolescentes e jovens menores de 19 anos assassinados em Campina Grande é maior do que em outros países, a exemplo da Costa Rica, Japão, Espanha e Itália.


O problema chamou a atenção de autoridades, do Ministério Público da Paraíba, do setor empresarial e da sociedade civil organizada. Na última terça-feira (10), a Promotoria de Justiça da Infância e Juventude da Comarca de Campina Grande se reuniu com os presidentes das Associações de bairro, com representantes da Federação das Associações Comerciais e Empresariais da Paraíba, da Associação Comercial de Campina Grande, da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), dos sindicatos de Transportes Urbanos, dos taxistas, mototaxistas e dos metalúrgicos e com representantes dos Conselhos Tutelares para discutir estratégias de combate à violência que atinge o público infanto-juvenil.

Uma das propostas elaboradas foi a criação do Fórum Permanente de Segurança Pública de Campina Grande, que será instalado no próximo dia 18 de agosto, às 19h, no auditório da Associação Comercial de Campina Grande.

 

Políticas de segurança

 

O Fórum Permanente de Segurança Pública tem como objetivo viabilizar a formação de uma rede da sociedade civil organizada que poderá participar de forma mais efetiva da elaboração e do monitoramento de políticas públicas voltados à área da segurança.


Na próxima quarta-feira (18), o fórum fará a sua primeira reunião de trabalho. “Vamos convidar os comandos das polícias Civil e Militar para que eles prestem esclarecimentos. Temos 49 bairros em Campina Grande, mas apenas 15 viaturas e um efetivo de 1,1 mil policiais para fazer a segurança desses locais. O número é insuficiente principalmente porque esses policiais trabalham em regime de escalas. A Polícia Civil tem que apresentar números mais concretos sobre a criminalidade na cidade. Sabemos que as drogas são um dos fatores primordiais que levam à criminalidade, mas quais são as ações que estão sendo tomadas? Qual a política preventiva, de levantamento de estatísticas e de análise em relação aos pontos de tráfico e aos traficantes que estão sendo feitas?”, questionou o promotor de Justiça da Infância e Juventude de Campina Grande, Herbert Targino.


Segundo ele, o fórum poderá colaborar para a proteção do público infanto-juvenil (estimado atualmente em 150 mil pessoas, em Campina Grande), que se configura como o mais vulnerável à violência. “Somos a 10a cidade do País com maior número de mortes de crianças e adolescentes. Precisamos cuidar de nossas crianças e adolescentes!”, defendeu o promotor de Justiça.

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Telefone: (83) 2107-6000
Sede: Rua Rodrigues de Aquino, s/n, Centro, João Pessoa. CEP:58013-030.
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mppb