A Promotoria de Defesa dos Direitos da Saúde de Campina Grande vem mediando, desde a última segunda-feira (16), entendimentos entre Prefeitura, médicos, odontólogos e enfermeiros para evitar que as atividades do Programa de Saúde da Família (PSF) sejam paralisadas. Nos últimos meses, essas categorias estão pleiteando melhorias salariais e de trabalho. O problema foi discutido em reunião realizada entre a promotora da Saúde Adriana Amorim e representantes do poder público municipal e dos profissionais da Saúde.
Atualmente a Prefeitura paga a um médico pouco mais de R$ 580 mensais como vencimento. Para alcançar o patamar de R$ 5.800,00 é necessário adicionar gratificações, que não incidem sobre os valores das aposentadorias. Diante dessa questão, o secretário municipal de Administração, Constantino Soares, comprometeu-se a apresentar, até a próxima sexta-feira (20), o impacto financeiro sobre os cofres da Prefeitura em caso de transformar as gratificações em vencimentos.
O secretário Constantino Soares alegou ainda que, embora o governo federal esteja efetuando regularmente os repasses da verba do Programa Saúde da Família, o governo estadual não repassa em dia a contrapartida para a manutenção do programa. Ele informou que o prefeito Veneziano Vital do Rêgo (PMDB) já nomeou uma comissão que terá como principal tarefa a elaboração do Plano de Cargo, Carreira e Salário dos trabalhadores do PSF em Campina Grande.
No que se refere às supostas precariedades dos locais de trabalho alegadas pelos profissionais desse Programa, a promotora da Saúde Adriana Amorim esclareceu que o Ministério Público já desenvolve trabalho em torno desse assunto, mas garantiu que irá realizar uma vistoria mais apurada. Ela informou ainda que vai instituir uma comissão, composta pelo próprio MP e integrantes dos Conselhos Regionais de Medicina, Enfermagem e Odontologia, para que a situação seja analisada com profundidade e que, ao final, seja encontrada uma solução satisfatória para os problemas que estejam afetando as atividades do PSF em Campina Grande.
“A principal preocupação do Ministério Público é com a boa prestação de serviço à comunidade na área da saúde”, assinalou a promotora Adriana Amorim. A próxima reunião está marcada para a tarde da próxima segunda-feira, na sede do Ministério Público em Campina Grande, a partir das 14 horas.
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