As Promotorias de Justiça da Saúde e da Defesa da Mulher em Situação de Violência Doméstica e Familiar da Capital realizaram, na manhã desta quinta-feira (16), uma inspeção no Hospital Municipal Valentina Figueiredo, em João Pessoa. De acordo com o promotor de Justiça, João Geraldo Carneiro Barbosa, foram encontradas várias irregularidades na unidade hospitalar que comprometem a segurança e ferem a dignidade dos pacientes.
A fiscalização contou com a presença de representantes dos Conselhos Regionais de Medicina (CRM), Enfermagem, Fisioterapia, Odontologia, Serviço Social, Psicologia, Arquitetura e Engenharia e Farmácia, além dos profissionais da Vigilância Sanitária do Estado e do Município e do Corpo de Bombeiros.
O CRM flagrou pacientes do sexo masculino e feminino sendo atendidos, sem nenhuma privacidade, no setor de acolhimento do hospital. “O mesmo banheiro era utilizado pelos pacientes e percebemos que no setor de triagem, na recepção, os usuários também não tinham privacidade. O representante do CRM disse à diretora do hospital que, se não fossem tomadas providências em relação ao problema, o conselho faria a interdição ética do hospital”, informou o promotor de Justiça.
Sem lavanderia e sem lençóis
Outro problema grave constatado é a falta de lavanderia na unidade hospitalar. “Os leitos onde estavam os pacientes não tinham lençóis e o que nos foi informado é que a lavanderia do hospital não funciona e que a roupa é lavada no Hospital Santa Isabel”, disse.
O Corpo de Bombeiros também se deparou com problemas graves como a falta de sinalização de saída de emergência, a insuficiência de extintores de incêndio (dentre os extintores existentes na unidade, a maioria estava com prazo de validade vencido) e fiações elétricas expostas. “Na recepção do hospital, havia um ventilador sem grade de proteção que estava com a fiação exposta e que estava ligado próximo de uma garrafa de álcool, na iminência de um incêndio! A imprudência chamou a atenção. O prédio é relativamente novo, mas o que percebemos é que falta de cuidado com a manutenção”, criticou.
O equipamento foi recolhido pelo Corpo de Bombeiros, que também se deparou com problemas na área que funciona como depósito. Lá, botijões de gás de cozinha estavam junto com galões de oxigênio, caixas de eletricidade estavam abertas e fios e disjuntores, expostos à ação do tempo. O local estava próximo de um depósito de lixo e não havia isolamento de proteção entre as áreas.
O promotor de Justiça fez algumas recomendações à direção do hospital no momento da inspeção para que os problemas mais graves sejam resolvidos imediatamente. “Vamos aguardar os relatórios técnicos dos conselhos regionais para tomar outras medidas cabíveis”, acrescentou.
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