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Ministério Público faz inspeção no hospital São Vicente de Paula

O hospital filantrópico São Vicente de Paula foi inspecionado, na manhã desta quinta-feira (23), pelas Promotorias de Justiça da Saúde e da Defesa da Mulher em Situação de Violência Doméstica e Familiar da Capital.

 

A fiscalização contou com o apoio dos Conselhos Regionais de Medicina, Enfermagem, Fisioterapia, Odontologia, Serviço Social, Psicologia, Arquitetura e Engenharia e Farmácia e com a participação de profissionais da Vigilância Sanitária do Estado e do Município e do Corpo de Bombeiros.

 

De acordo com o promotor de Justiça da Saúde, João Geraldo Carneiro Barbosa, a unidade hospitalar funciona em um prédio antigo que apresenta alguns problemas na instalação elétrica e de infraestrutura (sobretudo em relação à prevenção contra incêndio). Também foram encontrados problemas relacionados à falta de higiene, como a presença de entulhos que podem facilitar a proliferação do mosquito da dengue.

 

Centro cirúrgico


O Conselho Regional de Medicina verificou que o centro cirúrgico do hospital necessita de um sistema de vedação capaz de isolar as salas de cirurgia do corredor para evitar problemas relacionados à infecção hospitalar. “Também constatamos que a unidade apresenta o mesmo problema do Hospital Valentina, já que em algumas enfermarias há a ocupação mista de pacientes homens e mulheres, o que compromete a privacidade dos usuários”, disse o promotor de Justiça.

A ala pediátrica fica em um piso superior e não há mureta de proteção para evitar que as crianças sofram acidentes relacionados à queda. A equipe também verificou que os dez leitos de pediatria para neurologia da unidade estavam vagos. “Enquanto isso, o Hospital Arlinda Marques não tem vagas, pois todos os seus leitos estão ocupados. Isso mostra que o sistema de saúde não tem uma câmara de compensação de leitos”, criticou João Geraldo.

 

O Conselho Regional de Serviço Social se deparou com algumas restrições em relação ao setor de assistência social do hospital. Já Conselho Regional de Enfermagem constatou que o número de enfermeiros trabalhando no serviço é insuficiente. “Já falamos com a direção do hospital, principalmente em relação ao entulho que encontramos na unidade, advertindo os profissionais quanto ao risco da dengue. A direção se prontificou a resolver os problemas e a corrigir as irregularidades que forem apontadas nos relatórios técnicos que serão elaborados pelos conselhos regionais e enviados para o Ministério Público e para as unidades de saúde”, disse.

 

Violência familiar

 

O promotor de Justiça da Defesa da Mulher em Situação de Violência Doméstica e Familiar, Luiz Williams Urquiza, disse que o setor de assistência social do hospital vai encaminhar, a cada três meses, um relatório com as informações sobre os atendimentos feitos na unidade a mulheres vítimas de violência doméstica e sobre os encaminhamentos feitos à rede de proteção às vítimas de violência doméstica e familiar. “Essa solicitação tem sido feita a todos os serviços de saúde que temos inspecionado. Nosso objetivo é criar um banco de dados e acompanhar os casos de violência doméstica e familiar contra a mulher para avaliar a efetividade do trabalho da rede de proteção e evitar que essas mulheres morram”, disse.

 

CONTATOS

 

Telefone: (83) 2107-6000
Sede: Rua Rodrigues de Aquino, s/n, Centro, João Pessoa. CEP:58013-030.
Contatos das unidades do MPPB 

 

 

 

 

 

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mppb