O Ministério Público da Paraíba e uma equipe multiprofissional composta por representantes dos Conselhos Regionais de Medicina, Farmácia, Psicologia, Fisioterapia, Enfermagem e Odontologia e Vigilância Sanitária inspecionaram, na manhã desta quarta-feira (27), o Centro de Assistência Integrada à Saúde (Cais) localizado no bairro do Cristo, em João Pessoa.
De acordo com o promotor de Justiça da Saúde, João Geraldo Barbosa, o centro de esterilização, o laboratório e o serviço odontológico da unidade funcionam muito bem. A avaliação foi respaldada pelos profissionais dos conselhos regionais. “O laboratório é dotado de equipamentos de última geração e os quatro consultórios odontológicos dispõem de dez odontólogos e funcionam pela manhã, tarde e noite, o que é motivo de elogio”, disse.
Apesar da qualidade da assistência oferecida pelo serviço público municipal, também foram constatadas irregularidades decorrentes da falta de manutenção. “A estrutura física do Cais do Cristo é muito boa, mas apresenta problemas como paredes descascadas, com rachaduras, infiltrações e mofo. A sala de higienização, por exemplo, está sem ralo e tem vazamento de água”, disse o promotor de Justiça.
A sala de observação pediátrica é mista e possui apenas um banheiro para atender os pacientes do sexo feminino e masculino. Na unidade, material de expediente e gêneros alimentícios são armazenados de forma inadequada em um mesmo local. “A ouvidoria do Cais funciona no mesmo local da administração, o que perde totalmente o sentido. O setor de psicologia infantil não possui móveis adequados para o atendimento das crianças e, há quatro meses, está com a porta quebrada, o que compromete o trabalho terapêutico. O armário existente no setor é de vidro, o que aumenta o risco de acidentes”, acrescentou.
Ultrassonografia e fisioterapia
A equipe de fiscalização coordenada pelo MPPB também constatou que a sala de ultrassonografia está interditada porque parte do teto de gesso caiu. “Ainda assim, há cinco meses, o serviço de ultrassom não funciona porque o convênio entre a Secretaria Municipal de Saúde e o Tomocenter não foi renovado”, informou João Geraldo.
No setor de fisioterapia, a equipe constatou que o material está armazenado de forma inadequada, que há a ausência de divisórias (o que compromete a privacidade dos pacientes) e que há a necessidade de um turbilhão (equipamento usado para hidroterapia).
Vacinação e cardiologia
Segundo o promotor de Justiça, o Cais do Cristo possui um déficit de vacinas mensal. Durante a inspeção, a equipe verificou que a unidade não dispunha de vacinas contra a hepatite B, tétano, rotavírus e BCG. “Em média, a cada mês, 10% das pessoas que procuram o centro de assistência deixam de ser vacinadas porque o número de doses encaminhadas não é suficiente para atender a demanda”, disse.
Outro fato que chamou a atenção dos representantes do CRM/PB e do MPPB foi a ausência de cardiologista na equipe médica da unidade. “Embora o centro de assistência integrada possua serviço de eletrocardiograma, não há cardiologista”, contrapôs.
Segundo o promotor de Justiça, a direção foi informada sobre as irregularidades constatadas na inspeção e se prontificou a tomar as providências necessárias para resolver os problemas.
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