Várias pessoas foram presas em ações feitas para proteger os direitos dos consumidores
Grandes operações realizadas pelo Ministério Público da Paraíba em parceria com órgãos de fiscalização e repressão ao crime organizado marcaram o ano de 2010. Algumas ações ganharam repercussão nacional, como a “Espelho de Prata”, que desarticulou, em junho, uma organização criminosa que atuava na Paraíba e fornecia carteira nacional de habilitação (CNH) de forma fraudulenta, a pessoas de outros estados, como o Rio de Janeiro, por exemplo.
Outras ações de grande repercussão foram a “Chama Azul”, contra a venda clandestina de gás de cozinha e a “Operação Sequela”, de combate à venda de cigarros e medicamentos falsificados e contrabandeados.
As Promotorias de Justiça também ingressaram com ações civis públicas para garantir os direitos dos consumidores e protegê-los de abusos praticados por empresas, como a Energisa.
Espelho de Prata
Trinta e uma pessoas foram presas na Paraíba, durante a operação “Espelho de Prata”. Também foram expedidos seis mandados de prisão nos Estados de Pernambuco, Ceará e Rio de Janeiro. Estima-se que mais de 50 mil habilitações tenham sido concedidas irregularmente, nos últimos cinco anos.
Do esquema participavam proprietários e funcionários de autoescolas, agenciadores, servidores dos setores médico e psicológico que atuavam no ambiente de fornecimento de carteiras de habilitação do Departamento Estadual de Trânsito da Paraíba (Detran).
A operação foi realizada pelo Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado do Ministério Público da Paraíba (Gaeco), Polícia Civil, Polícia Federal e Polícia Rodoviária Federal.
Sequela 2
A Operação “Sequela 2” prendeu, em maio, seis pessoas e apreendeu cerca de 3200 carteiras de cigarro contrabandeadas e mais de 20 mil medicamentos de uso hospitalar com venda proibida no comércio, 600 unidades de medicamentos sem registro na Anvisa e Ministério da Saúde e três mil comprimidos de medicamentos de controle especial (psicotrópicos). A operação aconteceu em João Pessoa, Campina Grande e Pitimbu.
Três farmácias localizadas na Capital também foram interditadas. Das seis pessoas presas, cinco eram proprietários de farmácias e um, farmacêutico. Eles foram autuados por crime de tráfico de drotas e comércio ilegal de medicamentos.
A força-tarefa coordenada pela Promotoria de Justiça do Consumidor da Capital teve o apoio da Agência Estadual de Vigilância Sanitária, do Procon Estadual, da Receita Estadual e das Polícias Civil, Militar, Federal e Rodoviária Federal.
De acordo com o promotor de Justiça Francisco Glauberto Bezerra, os dois principais pontos de fornecimento e distribuição de cigarros contrabandeados e falsificados identificados na operação (a Feira de Oitizeiro, em João Pessoa e a Feira Central, em Campina Grande) foram desativados.
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