Município registrava em torno de 12 acidentes graves e fatais diários e o número baixou para uma média de sete casos por semana
A exigência, por parte do Ministério Público, para que os motociclistas de São Bento passassem a usar capacete diminuiu consideravelmente o número de vítimas fatais e em estado grave nos acidentes com moto, naquele município. A Secretaria da Saúde do Município atendia uma média diária de pessoas 12 acidentadas e nos finais de semana o município precisava transferir em torno de 20 a 30 acidentados para serem tratados em Campina Grande. “A gente ainda recebe acidentados, mas esse número baixou para no máximo sete casos por semana e, assim mesmo, sem grande gravidade”, declarou a secretária de Saúde Sandra Núbia Brilhante.
A primeira medida do membro do Ministério Público foi convocar as autoridades do município e alguns advogados para discutir o assunto. A reação foi de desânimo, pois todos argumentavam que esse era um problema insolúvel. “Por incrível que pareça, os advogados, mesmo conhecendo a lei, diziam que não valia a pena insistir porque era praticamento uma coisa impossível de acontecer em São Bento. Argumentavam, inclusive, que o uso do capacete ia facilitar para aumentar a prática de delitos, novos crimes”.
Mesmo assim, Lean Xerez não desistiu e iniciou uma campanha de esclarecimento da população, através de entrevistas na rádio e com a realização de reuniões para ouvir a população. Há três meses, ele convocou o comandante da Companhia da Polícia Militar de São Bento e pediu rigor na fiscalização e a apreensão dos veículos que estivessem sendo conduzidos ou transportando passageiros sem capacete. A medida foi o suficiente para que os motociclistas passassem a usar o capacete e para a consequente diminuição do número de feridos. Hoje o número de transferência de acidentados para Campina Grande, nos finais de semana, baixou de 20 e 30 casos para dois, no máximo. Os cofres públicos também foram beneficiados com a obrigatoriedade do uso do capacete, pois com a deminuição de tranferência também diminuiu os gastos com o tratamento e até com os retornos para a complementação dos tratamento que gerava gastos para o município.
“Com o apoio do capitão Douglas que é o comandante da Companhia da Polícia Militar de São Bento, a medida foi implementada há três meses e a população vem atendendo a contento. A maioria usa e quando não usa a moto é apreendida. Recentemente fiz uma recomendação às Polícia Militar com relação a liberação dos veículos, para evitar a intervenção política nessas liberações. Recomendei que o veículo só seja liberado após passar pela Promotoria de Justiça, para que nós possamos analisar a documentação e verificar se é caso de liberação”, relatou Lean.
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