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Promotoria reinspeciona hospital infantil de João Pessoa

 

Inspeçao detectou problemasA Promotoria da Saúde de João Pessoa e órgãos de fiscalização realizaram, nesta quinta-feira (31), uma visita de reinspeção no Hospital Infantil Rodrigues de Aguiar e encontrou diversos problema. Segundo o promotor de Justiça João Geraldo Barbosa, a primeira inspeção foi realizada em setembro do ano passado.

De acordo com o promotor, diversas irregularidades foram constatados na estrutura. “Encontramos tomadas sem proteção para crianças, problemas de pintura, vazamentos, descargas sem tampa, armários com vidros remendados com esparadrapos e faltavam dispensadores de álcool gel. Também foram constatada ferrugem na cama da sala de emergência e nos torpedos de oxigênio e a ferrugem ajuda na infecção hospitalar”, disse.

 

O promotor informou ainda que foram encontrados bolsa de sangue em reservatório sem gelo, caixas perfurocortantes em cima da estante. O hospital não possui serviço de fisioterapia, psicologia, brinquedoteca ou qualquer tipo de entretenimento para as crianças. A iluminação do prédio foi considerada precária.

 

Torpedos de oxigênio estavam enferrujadosOs quartos não possuem ventilação adequada. “As mães ficam pelos corredores e, o que é mais grave, a nebulização e a administração de medicamentos também são realizadas no meio do corredor. Essa administração é feita em uma maca”, afirmou João Geraldo.

 

Outro problema encontrado foi a presença de recipientes que coletam água de ar-condicionado, ocasionando espaço para focos de dengue.

 

O Conselho Regional de Enfermagem informou que os medicamentos, na hora da administração, não contêm identificação da droga, do leito e da enfermaria, só o nome da criança. Também foi constatado que o hospital não possui o número suficiente de profissionais de enfermagem.

 

Já o Conselho Regional de Farmácia verificou que a farmácia do hospital continua sem responsável técnico, sem certidão de regularidade concedida pelo próprio CRF e sem alvará sanitário e sem geladeira. Também foram encontrados três medicamentos fora de validade: metronidazol e Ferrini, que estavam vencidos desde fevereiro, e Adalat Retard, vencido desde maio do ano passado. Já o medicamento Akineton estava com vencimento para hoje.

 

A direção informou que não existe insulina porque o hospital não atende pacientes com diabetes. Se a mãe da criança já possui o medicamento, ele pode ser administrado no hospital.

 

“O ponto positivo da inspeção foi a constatação de que as estruturas da oficina, do centro cirúrgico e consultórios que ficavam na parte de trás do hospital e que estavam em condições precárias, na inspeção do ano passado, foram desativadas desde a fiscalização. Ainda se encontra interditado o posto de coleta de amostra laboratoriais”, concluiu.

CONTATOS

 

Telefone: (83) 2107-6000
Sede: Rua Rodrigues de Aquino, s/n, Centro, João Pessoa. CEP:58013-030.
Contatos das unidades do MPPB 

 

 

 

 

 

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mppb