O enfrentamento ao crime organizado só se dá de forma integrada. A afirmação foi feita pelo ministro da Justiça José Eduardo Cardozo, durante a 24ª reunião do Grupo Nacional de Combate às Organizações Criminosas (GNCOC). Ele proferiu uma palestra sobre “As políticas de enfrentamento às organizações criminosas”, no auditório da Estação Ciência.
O ministro afirmou que, para enfrentar o crime organizado, é necessário integrar as ações de todos os governos, órgãos, polícias. “Esse combate é uma das prioridades do governo da presidenta Dilma e só é possível através de através de ações concretas de inteligência, de compactuação, de atuação integrada das polícias”, disse.
Ele destacou a importância do Ministério Público nessa parceria. “O MP tem papel fundamental por ser uma das principais forças da República no combate ao crime organizado. Contamos com esse apoio recíproco porque o Ministério Público que, depois da Constituição de 1988, ganhou uma dimensão que vem modificando o cenário brasileiro em relação ao combate à criminalidade”, explicou.
José Eduardo Cardozo destacou que o combate às organizações criminosas se faz a partir de quatro eixos: integração, inteligência, combate à corrupção de alocação de recursos. “Integrar as políticas não é simplesmente repasse de verbas e equipamentos, é conjugação de esforços, ação integradas. Precisamos de uma verdadeira integração federativa, entre União, Estados e Municípios, de uma integração internacional e corporativa, envolvendo todos os órgãos”, disse.
“A alocação de recursos não resolve por si só. Uma política de segurança pública envolve políticas preventivas, sociais, cidadania, cidadania. O povo verá a eficiência em boa gestão de segurança pública. O Estado é mais forte que a violência, que o crime, e vamos mostrar isso”, concluiu o ministro.
No início da palestra, o ministro pediu que todos fizessem um minuto de silêncio pelas crianças assassinadas em escola do Rio de Janeiro.
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