No hospital, a Vigilância Sanitária apreendeu medicamento com validade vencida (um reagente anti D usado para verificar o fator RH), frascos de insulina e do medicamento “Albumina Humana” armazenados de modo inadequado e um saco de ponteiras usadas que deveriam ter sido descartáveis, mas que estavam em um armário junto com materiais médicos que ainda não tinham sido utilizados.
Vários problemas foram encontrados na unidade hospitalar como a falta de dispensadores de álcool gel, lixeiras sem tampa, caixa de lixo perfurocortante em um balcão junto com medicamentos, fiação elétrica exposta, berços quebrados e leitos sem lençois.
O Conselho Regional de Odontologia constatou a ausência de odontólogo para acompanhar a beira de leito nas enfermarias e o Conselho Regional de Enfermagem informou que ainda persiste a insuficiência de profissionais de Enfermagem no hospital.
Embora as enfermarias possuam, em média, seis leitos, elas dispõem de apenas um ventilador. “Isso faz com que pacientes tragam de suas casas ventiladores. Alguns eles denunciaram que em, algumas enfermarias, é comum duas crianças ocuparem o mesmo leito. Também recebemos a denúncia de que os profissionais de enfermagem e o pacientes estão expostos à radiação na sala de raio X porque o local não tem revestimento adequado”, disse o promotor de Justiça da Saúde João Geraldo Barbosa.
Sem identificação
A equipe constatou que a sala de isolamento do hospital não possui identificação e que a sala de raio X não tem dosimetro. O bloco cirúrgico está em obras há cerca de um ano. A cozinha não possui climatização e na farmácia, foram encontrados medicamentos e material hospitalar no chão. O serviço de ultrassonografia e tomografia é realizado no Ortotrauma e o de sorologia, no Lacer.
A direção do hospital se comprometeu a tomar as providências necessárias para resolver os problemas encontrados.
Mudanças
A primeira inspeção realizada pelo MPPB no Hospital Valentina foi em setembro de 2010. Segundo o promotor de Justiça, desde então foram realizadas algumas melhorias na sala de observação (que passaram a ter divisórias para garantir a privacidade dos pacientes do sexo masculino e feminino), na farmácia (que passou a ser climatizada e a ter mais um farmacêutico) e no setor de serviço social. “Mesmo assim, a sala de observação só possui um banheiro para atender a todos os pacientes”, ressalvou Barbosa.
Saúde da Família
Na USF Varadouro I, a equipe recebeu a denúncia de que faltava kit de escovação há dois meses, o que inviabiliza o trabalho de prevenção à cárie e promoção da saúde bucal. As duas unidades não dispõem de sala de esterilização, apesar de ter, cada uma, um autoclave na sala do dentista. “O problema é que o mesmo autoclave é usado para esterilizar material odontológico e da enfermagem”, criticou o promotor de Justiça.
As unidades também apresentavam problemas estruturais como infiltrações nas paredes, mofo e umidade, lâmpadas queimadas, instalações elétricas precisando de manutenção e ausência de acessibilidade.
A equipe de fiscalização também constatou a ausência de médico na USF Varadouro II e de vacina contra o H1N1 na sala de vacinação que atende as duas unidades. Na farmácia (comum às duas unidades) havia alimentos, não havia climatização, nem controle de temperatura, nem farmacêutico para controlar a distribuição de medicamentos. “O gelax não tinha data de validade, havia medicamentos no chão e constatamos que a entrega da insulina não era feita de forma adequada, em uma caixa de isopor com gelo”, disse.
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