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Violência contra a mulher é discutida em comissão do GNDH

A Comissão Permanente de Combate à Violência Doméstica Familiar contra a Mulher discutiu, durante reunião realizada nestas quinta e sexta-feira (14 e 15) formas de padronizar a fiscalização das delegacias da mulher e dos centros de atendimento. A comissão compõe o Grupo Nacional de Direitos Humanos (GNDH) e foi criada em janeiro pelo Conselho Nacional de Procuradores-Gerais (CNPG), reunindo membros do Ministério Público de todo o país.

A promotora de Justiça Lindinalva Rodrigues, que coordena a comissão, disse que, atualmente, cada promotor de Justiça realiza a fiscalização de modo diferente. Ela acrescentou ainda que uma das metas é a organização um congresso nacional dos promotores da violência doméstica e elaborar cartilha para todos o país.

 

Segundo dados divulgados pela coordenadora, uma em cada três mulheres sofre violência. Em cada 100 mulheres assassinadas, 70 são mortas por companheiros ou ex-companheiros. “A violência doméstica é o maior fator de risco para a mulher na sociedade, mata mais que câncer, que acidente de carro”, infoemou.

 

Maria da Penha

 

A coordenadora avaliou que a Lei Maria da Penha deu visibilidade nacional à violência contra a mulher. “A lei veio tirar isso debaixo do tapete. Sempre se disse que em briga de marido e mulher ninguém mete a colher. A lei deu visibilidade para a questão. Hoje, até as crianças já conhecem a lei especial de proteção as mulheres”, revelou.

 

Ela apontou a educação como a forma ideal de acabar com a violência contra da mulher. “Acredito muito na educação, trabalho na promotoria com isso. Não vamos resolver a golpes de lei, prendendo o agressor, porque as mulheres não vivem sem os homens. Precisamos de uma política específica para os homens”, disse.

 

“Os homens também são vítimas da cultura machista e preconceituosa. Desde pequenos é cobrada violência dele. Muitas vezes o pai fala ao menino que se apanhar na escola e não bater, quando voltar vai apanhar de novo. A violência é algo aprendido, o menino aprende a se impor de forma violenta. Temos, através da educação, de desconstruir toda uma história de violência que é passada para os homens. Eu, pessoalmente, acredito que devemos conversar com eles, ter uma política para que não haja reincidência”, explicou.

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mppb