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Promotora ministra palestra, em Malta, sobre a responsabilidade dos pais na educação dos filhos

Reunindo pais, alunos, professores e diretores de Escolas Públicas do Município de Malta, a promotora de Justiça, Míriam Vasconcelos, proferiu palestra pedagógica acerca da importância da imposição de limites na educação dos filhos, cuja aplicação adequada, ou não, reflete de maneira diretamente proporcional na conduta das crianças e adolescentes. O evento aconteceu no salão do Tribunal do Júri da Comarca.

 

Segundo informou Miriam Vasconcelos, ela atendeu a um pedido do Conselho Tutelar da cidade para que realizasse a palestra, que teve como objetivo incentivar os pais a assumirem o papel que lhes é imposto em decorrência da própria lei, pois quando não zelam, nem velam com empenho e cuidados necessários pela correta postura social dos filhos, eles poderão vir a ser responsabilizados pelos crimes de abandono moral, intelectual, dentre outros.

 

“O homem, como bem ponderou Emanoel Kant, não é nada além daquilo que a educação fez dele. E é na educação dos filhos que se refletem e se revelam as virtudes dos pais. Lamentavelmente, alguns pais têm entendido que a responsabilidade de educar seus filhos é da professora ou do Conselho Tutelar, aduzindo que nada podem fazer em relação à conduta rebelde e desobediente dos pequeninos e adolescentes”, destacou Miriam Vasconcelos.

 

A promotora Miriam enfatizou ainda que o fato é que as escolas reclamam que alguns alunos são dotados de muita brutalidade, agressividade, proferindo palavras de baixo calão, com falta de respeito aos professores e demais colegas. Uma parte não se importa com a conservação do estabelecimento estudantil, não atendem as regras de higiene básicas, faltam as aulas e não justificam nada, têm aproveitamento mínimo nas aulas, vivem se envolvendo em brigas e agem com birra. É nessa hora que os chefes de família devem agir com rigor, pois, geralmente, o comportamento adverso dos seus filhos tem como gênesis a falta da imposição de limites.

 

“Saber amar, muitas vezes, é saber dizer NÃO (não deixo, não pode, não vai). Mas, a maioria dos pais com filhos em conflito com a escola sempre passam a mão na ausência de postura ética dos filhos, apenas sabendo permitir o que lhes devia ser proibido; e, pior, ainda, transferem, em atitudes poncio pilatianas, a responsabilidade pela omissão para a escola e o Conselho Tutelar, o que não é tolerável. Então, a consequência lógica decorrente é que a criança fica à deriva dos padrões mínimos comportamentais exigidos para frequentar a escola e são constantemente a origem de muitos conflitos nos relacionamentos”, ressaltou.

 

Advertência

 

Miriam Vasconcelos afirmou que os pais foram advertidos que doravante cada caso que retrate a negligência deles será trazido através de relatório circunstanciado à Curadoria da Infância e Juventude, que não hesitará em, de acordo com a situação concreta, responsabilizar os pais ou quem represente os menores pela conduta alheia e omissiva dos mesmos no dever de educar.

 

No decorrer dos trabalhos foi feita uma dinâmica e através de sorteio, onde dois alunos, dois pais, duas diretoras e duas professoras esboçaram seus entendimentos acerca dos temas postos, tais como, obediência, direitos e deveres de um estudante, saber dizer não na hora correta, dentre outros.

 

Participaram do evento o Advogado Márcio Bezerra, que milita diuturnamente na Comarca de Malta e a juíza de Direito, Ascione Alencar, que prioriza sobremaneira as questões envolvendo menores na Comarca. Ambos, igualmente, palestraram e referendaram a explanação ministerial.

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mppb