Acessibilidade  |      

Operação "Conexão Rio" prende traficante do Rio de Janeiro em Santa Catarina

 

O Grupo Nacional de Combate às Organizações Criminosas (GNCOC), através do GAECO de Santa Catarina, que contou com apoio da Polícia Militar (BOPE e Polícia Ambiental) e Polícia Civil (DEIC), e com a participação dos GAECOS da Paraíba e do Rio de Janeiro, prendeu, nesta sexta-feira (18/11), um dos principais traficantes do Rio de Janeiro, Aílton Pedro da Silva, conhecido como “IT” ou “Carioca". A prisão ocorreu no município de Biguaçú, na Grande Florianópolis, por volta das 13 horas. Durante a ação também foram cumpridos três mandados de busca e apreensão e sequestrados bens do foragido.

O foragido que teve mandado de prisão preventiva, expedido recentemente pela justiça do Rio de Janeiro, por envolvimento no tráfico de drogas e outros crimes naquele Estado, também teve mandados expedidos pelo juízo da comarca de Biguaçú, com base em uma investigação realizada pela Promotoria de Justiça daquela Comarca e pelo GAECO/Capital, visando buscar novos elementos de prova que possam deflagrar a ação penal, nos crimes de associação ao tráfico e “lavagem de dinheiro”. Os GAECOS são Forças Tarefa de Combate ao Crime Organizado que em Santa Catarina reúnem Ministério Público, Polícia Civil, Polícia Militar e Secretaria de Estado da Fazenda.

 

A investigação realizada em Santa Catarina contou com a participação dos GAECOS da Paraíba e do Rio de Janeiro, integrantes do Grupo Nacional de Combate às Organizações Criminosas – GNCOC, diante da participação, uma vez que se observou que valores em torno de R$ 800 mil, possivelmente oriundos do crime de tráfico, estariam sendo enraizados em Santa Catarina, mediante a aquisição de bens imóveis e veículos de luxo, em nome de terceiros, após transitarem por empresas da Paraíba.

 

Em março de 2006 Ailton e seu irmão Flávio Pedro da Silva, vulgo “Kiko”, já haviam sido presos em Santa Catarina. Ailton foi preso em uma residência em Palhoça/SC, onde foi flagrado portando uma pistola de uso restrito, e Flávio foi preso no mesmo dia, caminhando na Beira Mar de São José/SC. Na época a polícia carioca, juntamente com a polícia catarinense, identificou vários imóveis comprados e empresas que estariam sendo administradas por eles, movimentando alguns milhões de reais, certamente o dinheiro do tráfico de drogas e venda de armas.

 

Com a pacificação e a instalação de algumas UPPs em regiões dominadas pelo tráfico no Estado do Rio de Janeiro, esses criminosos tem migrado para outras regiões de domínio da mesma facção a que pertencem e com isso tem se reestruturado, dividindo e ocupando novos territórios. Atualmente é cada vez mais comum, que líderes do tráfico de drogas no Rio de Janeiro, estejam escolhendo outras cidades e Estados para morar.

 

Os mandados foram expedidos pelo juízo da comarca de Biguaçú/SC, com base em uma investigação realizada pela Promotoria de Justiça daquela Comarca e pelo GAECO/Capital, visando buscar novos elementos de prova que possam deflagrar a ação penal, nos crimes de associação ao tráfico e “lavagem de dinheiro”.

 

A investigação realizada em Santa Catarina contou com a participação do Grupo Nacional de Combate às Organizações Criminosas (GNCOC), diante da participação dos GAECOS da Paraíba e do Rio de Janeiro, vez que se observou que valores (mais de R$ 800.000,00 (oitocentos mil reais), possivelmente oriundos do crime de tráfico estariam sendo enraizados em Santa Catarina, mediante a aquisição de bens imóveis e veículos de luxo, em nome de terceiros, após transitarem por empresas da Paraíba.

 

SOBRE OS TRAFICANTES:

 

Aílton Pedro da Silva, vulgo “IT” ou “Carioca”, nascido em 21/02/70, natural do Rio de Janeiro/RJ, pertence a facção criminosa Comando Vermelho. Ele juntamente com seu irmão Flávio Pedro da Silva, vulgo “Kiko” (Preso no dia 18/08/11, em São Paulo/SP, pois também era procurado pela justiça do Rio de Janeiro), são considerados pela polícia carioca, como os líderes do tráfico de drogas do Complexo do Rio Comprido, que compreende os Morros de Santo Amaro, Fallet e Fogueteiro.

 

Ainda, de acordo com informações da polícia carioca Ailton e o irmão Flávio, são acusados de roubo, formação de quadrilha, homicídio, associação para o tráfico, porte ilegal de armas e muitos outros crimes.

 

Eles são apontados como os responsáveis por ordenar, no final do ano passado (2010), um ataque a uma viatura da polícia militar, no bairro Cidade Nova, que culminou com a morte de um dos policiais e o outro ferido. O ataque seria em represália a morte do filho de Flávio, em confronto com policiais em uma operação no Morro do Fallet.

 

Ambos costumam comandar o tráfico de drogas à distância. Sempre vivendo em outros estados, buscando o anonimato para poder “lavar o dinheiro” proveniente de suas atividades ilícitas e também dificultando o trabalho da justiça.

 

Em março de 2006 Ailton e Flávio foram presos em Santa Catarina. Ailton foi preso em uma residência em Palhoça/SC, onde foi flagrado portando uma pistola de uso restrito, e Flávio foi preso no mesmo dia, caminhando na Beira Mar de São José/SC. Na época a polícia carioca, juntamente com a polícia catarinense, identificou vários imóveis comprados e empresas que estariam sendo administradas por eles, movimentando alguns milhões de reais, certamente o dinheiro do tráfico de drogas e venda de armas.

 

Já em outubro de 2008, Aílton Pedro da Silva foi preso novamente, agora em João Pessoa/PB. Onde foi abordado por policiais rodoviários federais, quando trafegava com uma caminhonete de luxo. Ao verificarem a documentação do mesmo e checarem junto ao banco de dados nacional, constataram que ele era foragido de Chapecó/SC, desde dezembro de 2006. Os policiais descobriram que Ailton teria fugido para João Pessoa/PB, onde teria montado um restaurante e estaria morando na cidade com a família.

 

Agora, em agosto de 2011, foi a vez de Flávio Pedro da Silva, vulgo “Kiko” (irmão de Aílton) ser preso novamente. Flávio foi preso em uma residência de classe média alta, na Zona Leste da capital paulista. A prisão dele foi uma operação realizada entre as polícias paulista e carioca. Segundo declarações do Delegado da polícia do Rio de Janeiro e responsável pela operação, “Kiko” era um dos traficantes mais procurados do Rio de Janeiro. Sendo o responsável por comandar o tráfico de drogas em uma região que esta sendo pacificada pelas UPPs, porém ele teria muitos contatos no Paraguai e Bolívia, onde certamente negocia armas e drogas.

 

Informações ainda dão conta, de que a região comandada por Ailton e Flávio, é uma das mais lucrativas no comércio de drogas ilícitas no Rio de Janeiro, perdendo somente para a favela da Rocinha e o Complexo do Alemão. Comunidades agora em fase de pacificação.

 

Com a pacificação e a instalação de algumas UPPs em regiões dominadas pelo tráfico no Estado do Rio de Janeiro, esses criminosos tem migrado para outras regiões de domínio da mesma facção a que pertencem e com isso tem se reestruturado, dividindo e ocupando novos territórios.

 

Atualmente é cada vez mais comum, que líderes do tráfico de drogas no Rio de Janeiro, estejam escolhendo outras cidades e Estados para morar. Dificultando assim a sua localização e prisão, como também investindo e multiplicando o dinheiro obtido de forma ilícita com o comércio de entorpecentes e venda de armas.

 

CONTATOS

 

Telefone: (83) 2107-6000
Sede: Rua Rodrigues de Aquino, s/n, Centro, João Pessoa. CEP:58013-030.
Contatos das unidades do MPPB 

 

 

 

 

 

Telefone: (83) 2107-6000
Sede: Rua Rodrigues de Aquino, s/n, Centro, João Pessoa. CEP:58013-030.

mppb