A troca de informações sobre a violência doméstica e familiar contra a mulher entre o Ministério Público da Paraíba e a Secretaria da Mulher foi discutida, nesta terça-feira (22), em reunião entre o procurador-geral de Justiça, Oswaldo Trigueiro do Valle Filho, o promotor da Mulher Luiz Urquiza, o promotor Valberto Lira, a secretária executiva da Mulher e da Diversidade Humana, Gilberta Soares e representantes do Instituto de Desenvolvimento Estadual e Municipal (Ideme).
O promotor Luiz Urquiza informou que, em relação ao banco de dados do Ministério Público, o sistema já está pronto faltando a contratação do profissional que será responsável pela alimentação do sistema, o que deve ser feito através do projeto de Efetivação da Lei Maria da Penha, aprovado pelo Ministério da Justiça. Ele disse ainda que esse banco será nacional.
Segundo o promotor Luiz Urquiza, o procurador-geral deve fazer gestão junto ao governador Ricardo Coutinho para a informatização das Delegacias da Mulher, visando a criação de um banco de dados estadual.
Para o promotor, a troca de informações será importante para conhecer a realidade dos índices de violência doméstica e familiar contra a mulher, saber quais localidades possuem maior índice, o que vai basear as ações de prevenção e combate.
O procurador-geral destacou o apoio incondicional do Ministério Público às ações da Secretaria da Mulher. “O que for necessário ser feito, no que depender de mim, vamos estar juntos nessas ações”, afirmou.
A secretária executiva Gilberta Soares ressaltou a importância da parceria com o Ministério Público nas ações de combate à violência contra a mulher. “É muito importante ter o MP envolvido, até porque muitas das conquistas nesta área, como a casa-abrigo, foi resultado a ação do Ministério Público”, disse.
Projeto
Através do Projeto de Efetivação da Lei Maria da Penha (Lei nº 11.340/2006) foram implementadas as Promotorias de Defesa da Mulher em João Pessoa e Campina Grande, funcionando com núcleos estruturados com equipamentos de informática, pessoal e formação de banco de dados, para que se tenha um perfil dos agressores e das vítimas de agressão.
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