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Pioneirismo de Promotoria de Crimes Cibernéticos de Minas Gerais é apresentado em seminário

Promotora apresentou a experiênciaA experiência pioneira da Promotoria Estadual de Combate aos Crimes Cibernéticos do Ministério Público de Minas Gerais foi apresentada pela promotora de Justiça Vanessa Fusco durante o “Seminário Estadual de Enfrentamento à Violência Sexual, Cyberbullyng e Crimes Virtuais contra Crianças e Adolescentes”.

 

 

Segundo a promotora Vanessa Fusco, a Promotoria foi criada porque houve um crescimento na demanda com relação a crimes praticados em que a rede era o instrumento, como estelionato, crimes contra a honra e os relacionados à pornografia infantil. “Em 2008, o Ministério Público entendeu que, para haver persecução penal, precisávamos de uma capacitação, porque nós, promotores da área criminal, não temos expertise na área de tecnologia. Criamos um núcleo que foi transformado em Promotoria Estadual. Tivemos treinamento com organismos internacionais, como o ICMEC (Instituto Internacional para Crianças Exploradas e Desaparecidas), Embaixada Americana, entre outros. A partir do momento em que fomos capacitados começamos a atuar e temos tido sucesso na atuação”, informou a promotora.

 

Vanessa Fusco disse que, na Promotoria existe um fluxo, sendo a porta de entrada principal é o canal de denúncias que é o crime Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.. “A partir do momento em que recebida uma denuncia, sendo configurada a pratica de ilícito, é feita preservação da prova. Após isso, verificamos se a conduta é delituosa e qual encaminhamento a ser dado. A partir daí ou instauramos procedimento investigatório criminal ou requisitamos instauração de inquérito, sempre com muita agilidade que é o que a internet precisa”, destacou.

 

De acordo com a promotora, os principais crimes que passam pela Promotoria são estelionato, difamação, crimes relacionados à pornografia infantil e furto mediante fraude bancaria. Sobre a atuação do Ministério Público contra esses crimes, a promotora observou que prevenção é a palavra. “Temos que primeiro alertar crianças e adolescentes dos perigos de navegar na rede. É saudável navegar desde que seja com orientação segura dos pais. Os pais precisam participar mais do ambiente virtual”, ressaltou.

 

A promotora informou ainda que existem dois projetos de lei em andamento sobre a internet no Congresso. “Um é sobre o marco civil de internet que regulamenta a questão das liberdades e o prazo para que provedores guardem os dados de que precisamos disposto neste projeto é de um ano. O outro projeto, de autoria do senador Eduardo Azeredo, que está na Câmara, em fase terminativa, tipifica as condutas em que o computador é o alvo e derrubada de sistemas. Neste o prazo é de três 3 anos para os provedores guardarem os dados. Ambos os projetos ainda estão sem previsão de votação”, concluiu.

 

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