Fonte: Agência Câmara
A Comissão de Seguridade Social e Família da Câmara dos Deputados realizou, nesta quinta-feira (15), uma audiência pública para discutir a situação da adoção de crianças e adolescentes no Brasil. Para falar sobre a importância de compreender melhor a situação no âmbito legal, a promotora de Justiça de Defesa da Criança e do Adolescente de João Pessoa, Soraya Escorel, Coordenadora Estadual do Caop da Criança e do Adolescente, foi convidada e representou também a COPEIJ/GNDH/CNPG, como Coordenadora Nacional.
A iniciativa do debate foi da deputada Teresa Surita (PMDB-RR), que afirma que, devido ao grande número de projetos relacionados à alteração da legislação sobre adoção, é necessário que se faça uma ampla discussão, envolvendo todos os segmentos sociais interessados no assunto.
Segundo a Deputada Teresa Surita, hoje já existem 25 projetos de lei circulando na Câmara dos Deputados para alterar Lei 12.010/2009 (Lei da Convivência Familiar e Comunitária), mais conhecida popularmente como Lei da Adoção, que ainda nem foi efetivada na sua integralidade. “Buscamos o apoio de promotores de justiça, do Ministério Público Brasileiro, além de especialistas e o próprio Judiciário para discutir e ver o que está acontecendo para tentar dialogar sobre a questão da adoção no Brasil", afirmou Teresa Surita.
Perfil
Mais de 4.900 crianças e adolescentes estão disponíveis para adoção no Brasil, de acordo com o Conselho Nacional de Justiça (CNJ). E existem quase 27 mil interessados em adotar uma criança no país. A exigência quanto ao perfil dos adotados continua a ser entrave para a inclusão de crianças e adolescentes em uma família substituta.
Levantamento do Cadastro Nacional de Adoção, ligado ao CNJ, mostra que 83% dos cadastrados desejam adotar somente uma criança e apenas 18% aceitariam adotar irmãos.
Segundo a pesquisa, apenas 3% dos interessados querem adotar crianças com seis anos, sendo que a maioria das crianças disponíveis se encontra nessa faixa etária em diante.
Com relação à cor, 91% dos pretendentes manifestaram preferência por crianças brancas, mas negros e pardos juntos representam quase 65% das crianças disponíveis.
Participaram do debate o promotor da Infância e Juventude de Roraima, Márcio Rosa, a professora titular do Laboratório do Comportamento Humano da Universidade Federal do Paraná, Lídia Weber, e a presidente da Associação Nacional Grupos de Apoio a Adoção (Angaad), Maria Bárbara Toledo Andrade e Silva.
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