Selo de qualidade para hortifrutigranjeiros, análise de resíduos de agrotóxicos, fiscalização intensiva de mananciais, projeto educativo para agricultores. Essas são algumas ações que estão sendo planejadas por órgãos de controle e fiscalização para combater o uso excessivo de agrotóxicos em todo o Estado. Um termo de cooperação entre o Ministério Público da Paraíba e demais órgãos de fiscalização será firmado para desenvolvimento das ações.
Uma reunião foi realizada nesta quinta-feira (26) reunindo representantes do Ministério Público da Paraíba, Agência Estadual de Vigilância Sanitária (Agevisa), Secretaria de Estado do Desenvolvimento da Agropecuária e Pesca (Sedap), Empresa Paraibana de Abastecimento e Serviços Agrícolas (Empasa), Vigilância Sanitária de João Pessoa e Associação dos Supermercados da Paraíba.
O promotor do Consumidor de João Pessoa, Glauberto Bezerra, disse que estão sendo definidas estas estratégias juntos com os órgãos técnicos para ser efetuado o controle no recebimento e comercialização de mercadorias em todo o Estado. “São ações concretas que vamos efetuar buscando proteger toda a sociedade, democratizando o trabalho de respeito à dignidade e à saúde”, disse.
O coordenador do Centro de Apoio Operacional às Promotorias do Consumidor, promotor Leonardo Pereira, informou vai marcar uma reunião os promotores do Consumidor de todo o Ministério Público para que tomem conhecimento das ações que serão desenvolvidas e das formas de combater o uso indiscriminados de agrotóxicos.
Uma dessas ações será um selo que a Empasa vai colocar nos produtos que não apresentarem uso de agrotóxicos fora dos limites determinados pelas normas técnicas. De acordo com o presidente da Empasa, José Tavares, a empresa vai selecionar uma amostragem das mercadorias que passarem nas unidades de João Pessoa, Campina Grande e Patos para fazer uma análise de resíduos.
“É uma forma de garantir maior segurança ao consumidor que terá a certeza de que o produto que contém o selo está livre de resíduos excessivos. Nos casos em que forem encontrados excesso de agrotóxico teremos condições de saber a origem do produto e, então, a Secretaria da Agropecuária fará a fiscalização no produtor”, explicou José Tavares.
Ele destacou ainda a parceria com o Ministério Público e com os demais órgãos nessas ações. “O MP vai dar o suporte na implementação sistemática do selo porque vai fiscalizar quem não está cumprindo as normas”, declarou.
A Associação dos Supermercados vai fornecer aos órgãos a relação dos fornecedores para que saberem a origem dos produtos.
Mananciais
Outra ação nessa combate será a intensificação da fiscalização dos mananciais. O gerente operacional da Defesa Vegetal da Sedap, Luiz Carlos Barros, informou que estão chegando denúncias de contaminação dos mananciais pelo uso indiscriminado de agrotóxicos e, por isso, a fiscalização será intensificada.
Luiz Carlos disse ainda que continuará com a fiscalização do comércio para verificar se estão sendo vendidos agrotóxicos com receita e se são adequados às culturas, além de pegar comércio clandestino em feiras livres. Somente comerciantes cadastrados na Sedap podem vender o produto. Segundo dados da Secretaria, apenas 33 possuem cadastro em todo o Estado.
Educação
Já a Agevisa vai fazer coleta de amostra de peixes nas bacias do Estado para fazer a análise de resíduos. De acordo com a gerente de Alimentos da agência, Raquel Lima, outra trabalho que será desenvolvido é a orientação dos agricultores familiares quanto à melhor aplicação e os malefícios para o agricultor e o consumidor do uso inadequado dos agrotóxicos. O curso terá a distribuição de cartilhas educativas. Raquel Lima declarou que esse trabalho de conscientização será feito em parceria com a Emater nas 14 unidades espalhadas pelo Estado.
O cronograma das ações dos órgãos envolvidos será repassado ao Ministério Público que fará o termo de cooperação a ser assinado por todos.
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