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MPPB, órgãos estaduais e municipais se unem para ação de combate às drogas em João Pessoa

O Ministério Público da Paraíba e vários órgãos de Estado e Município se uniram para planejar uma ação conjunta de enfrentamento às drogas em João Pessoa. A primeira reunião aconteceu na manhã desta quinta-feira (2), no Núcleo Criminal do MPPB, quando foi criada uma comissão para a elaboração de um projeto a ser desenvolvido pelos órgãos e que vai ser apresentado para análise em um novo encontro marcado para o dia 28 de fevereiro, às 9h, no Auditório do Centro de Apoio Operacional às Promotorias.

 

 

A primeira reunião contou com a presença dos promotores de Justiça coordenadores do Caop Criminal (Bertrand Asfora), Gaeco (Herbert Vitório e Octávio paulo neto) e Promotoria da Infância e Juventude (Alley Escorel e Manoel Cacimiro), bem como com o secretário de Segurança Pública do Estado, Cláudio Lima, a secretária de Desenvolvimento Humano, Aparecida Ramos, e representantes das Secretaria de Saúde, Sedurb, Polícias Militar e Civil, STTrans, Delegacia de Repressãop a Entorpecentes, Conselhos Tutelares e outros.

 

No dia 28, além de ser apresentado o projeto que vai ser elaborado contendo o plano de ação e sugestões de políticas públicas para o enfrentamento das drogas em João Pessoa, cada órgão participante vai dizer qual a sua estrutura e em que pode ajudar na atuação no combate às drogas.

 

O promotor de Justiça de Defesa da Infância e Juventude Infracional, Manoel Cacimiro, explicou que essa foi uma reunião inicial onde está sendo traçado planos e ações e, especialmente, políticas públicas para serem sugeridas ao poder público para que possa ter efetividade a remoção ou o enfrentamento nos locais onde mais ocorrem problemas com drogas.

 

“Como é uma parceria entre os vários órgãos de Estado e Município, cada órgão tem que dizer da sua capacidade de contribuir para a efetividade de uma ação. Para que não se tenha só uma ação no campo da segurança, mas de conotação social. No primeiro momento teria início na Capital. Mas, deverá se espalhar para outras regiões do Estado”, explicou Manoel Cacimiro.

 

De acordo com o também promotor da Infância e Juventude, Alley Escorel, não adianta se fazer um trabalho de retirada de pessoas com problemas de drogras das ruas sem que se tenha uma retarguarda. Na opinião do promotor, tem que haver todo um comprometimento dos diversos órgãos da área de saúde, segurança pública, desenvolvimento social e humano, a própria polícia para combater o traficante.

 

“Se não tiver uma estrutura, eles saem das ruas e depois voltam. Tirar a pessoa da rua, colocá-la em um hospital para internação emergencial e depois de passados alguns dias se não tiver um apoio, essa pessoa vai voltar para a rua. Qual foi o apoio? Qual o tratamento continuado que se tem disso? É para dar respostas concretas a essas perguntas, buscando uma solução para os problemas que nós estamos reunindo todos esses órgãos”, disse Alley Escorel.

 

Segundo relatou o promotor, o Ministério Público, através da Promotoria da Infância e Juventude, está firmando uma parceira com o Estado, Município e Universidade Federal da Paraíba para que seja feita uma topografia social, e se tenha um Raio X da situação de todas as pessoas que estão em vulnerabilidade, principal no segmento de crianças e adolescentes. “Vamos saber quantos estão na rua, o porquê de estarem na rua, se tem família e quem é a família. A partir desses dados, poderemos fazer uma ação planejada e a longo prazo. No Brasil geralmente se age sem se planejar, sem ter um conhecimento estatístico da situação”, reforçou.

 

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mppb