A proposta é que até o dia 31 de dezembro de 2012 não existam mais processos em papel
Os procedimentos administrativos da área meio e área fim do Ministério da Paraíba deverão estar totalmente virtualizados até o dia 31 de dezembro de 2012. A determinação é do procurador-geral de Justiça, Oswaldo Trigueiro do Valle Filho, como meta a ser atingida pela Diretoria de Tecnologia da Informação (Ditec) da instituição. A Ditec apresentará um projeto para ser apreciado pelo Comitê de Tecnologia da Informação na próxima segunda-feira (6), para a implementação dessa meta e para por fim ao uso do processo de papel.
De acordo com o diretor de Tecnologia da Informação, Jefferson Barbosa, a virtualização de todos os procedimentos administrativos da área meio e da área fim já faz parte do Planejamento Estratégico do MPPB, através do MP Virtual. O projeto a ser apresentado ao Comitê de Tecnologia da Informação elenca cinco itens considerados essenciais para a virtualização. O primeiro deles é o desenvolvimento de um sistema que sirva como protocolo para se anexar documentos de solicitação.
O segundo item diz respeito à infraestrutura, ou seja, o que é necessário melhorar no Datacenter do MPPB, para que o processo de virtualização tenha mais segurança. “Hoje o MPPB tem uma estrutura de backup que funciona, mas para que tudo fique virtual é necessário que a infraestrutura de backup do Datacenter seja melhorado, para que a gente possa realmente confiar que em nenhum momento vai haver indisponibilidade do serviço. Por exemplo, se a gente tiver algum problema aqui dentro do nosso Datacenter, a gente tem redundância lá dentro. Ou seja, tem níveis de backup. Se uma máquina lá dentro sair do ar, outra máquina assume. Isso é o que a gente chama de alta disponibilidade”, explicou Jefferson.
Nesse caso, observa o diretor de Tecnologia da Informação, a maneira correta de se ter alta disponibilidade total no processo de virtualização é a existência de um outro Datacenter em local fora do MPPB. E para se montar essa estrutura, afirma, é necessário um investimento de alto custo. “Na apresentação do projeto, a gente vai ter que negociar com o procurador-geral de Justiça e com todo o Comitê de Tecnologia níveis de alta disponibilidade”, ressaltou.
Outro item importante na virtualização é a certificação digital. Para que o sistema funcione com segurança, o Ministério Público precisará fazer aquisição de certificados digitais para todos os servidores que vão trabalhar no processo virtual. Só com a certificação, o servidor poderá fazer a solicitação de diária, de férias e de outros procedimentos na virtualização administração.
O quarto item seria a aquisição de hardware, dentro do que também já está previsto no Planejamento Estratégico quanto ao parque tecnológico, que prevê 25% de renovação de computadores, de impressoras, aquisição de scanners – um dos principais itens para a virtualização -, entre outros equipamentos. “Para que a gente possa transportar em virtual o que é físico, você tem que ter o equipamento que faça isso. O equipamento é o scanner”, reforça Jefferson.
Por fim, o quinto item para a virtualização é a elaboração de um ato normativo. Sobre o trabalho de virtualização dos procedimentos do Ministério Público, o diretor de tecnologia da informação, Jefferson Barbosa, disse que de todos os itens por ele elencados já estão encaminhados, por exemplo, o sistema Pitágoras, na versão 2.0. “O Pitágoras hoje tem vários itens que devem servir para a virtualização. O programa vai fazer o upload dos arquivos, ele já tem mais ou menos um protocolo, com controle de fluxo, mas a gente vai melhorar ele. Também existe já uma infraestrutura que nós precisamos melhorar; a aquisição de scanners está prevista no nosso orçamento e assim por diante”.
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