A audiência integra o inquérito civil público instaurado pela Promotoria de Justiça do Consumidor da Comarca de João Pessoa para investigar as denúncias encaminhadas pelo Sindicato dos Bancários sobre a falta de segurança nas agências. Nesse primeiro momento, o MPPB ouviu o gerente da agência de Cruz das Armas do Bradesco. Essa é uma das unidades bancárias que não dispõem de equipamentos de segurança como porta giratória.
De acordo com o gerente, a agência possui cerca de 20 empregados, cinco caixas e sete caixas eletrônicos que funcionam das 6h às 22h, chegando a atender, em média, 600 clientes em dias de maior movimento. Na avaliação do promotor de Justiça do Consumidor, Francisco Glauberto Bezerra, o número de caixas é insuficiente para atender com qualidade e presteza os usuários.
Em todo o Estado
Segundo Bezerra, 24 agências de vários bancos foram denunciadas pelo Sindicato dos Bancários por violar o Código de Defesa do Consumidor e leis municipais, estaduais e federais que garantem, por exemplo, a acessibilidade de pessoas com deficiência e a obrigação dos bancos em prestar serviços com segurança, eficiência e qualidade. “Estamos trabalhando para garantir a segurança e a dignidade dos clientes. Vamos ouvir outros bancos e avaliar a reincidência das agências na violação de direitos do consumidor. Daremos oportunidade para que a lei seja cumprida e caso isso não ocorra, tomaremos as medidas necessárias para suspender as atividades das agências e ingressaremos com ações civis públicas por danos morais coletivos”, informou.
O coordenador do Centro de Apoio às Promotorias do Consumidor, Leonardo Pereira de Assis, disse que a ação vai se estender às agências bancárias, em todo o Estado da Paraíba. “Temos várias reclamações relacionadas a 'saidinhas de banco' e assaltos. Nosso objetivo é desenvolver um trabalho para garantir a segurança dos clientes. As gerências e superintendências dos bancos devem patrocinar mais segurança aos consumidores porque há tecnologia para isso. O que percebemos é um descaso dos bancos que abrem agências e postos de atendimento sem se preocuparem com a segurança dos clientes e empregados”, criticou.
Durante a audiência, representantes dos órgãos de Defesa do Consumidor informaram que das 72 ocorrências criminosas em agências bancárias registradas na Paraíba, 35 ocorreram em agências do Bradesco.
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