Representante da entidade esteve na Paraíba para conhecer de perto o projeto e conferir os resultados que vêm sendo obtidos
O projeto Menina Abusada, desenvolvido pelo Ministério Público da Paraíba, está despertando o interesse da Fundação Luterana de Diaconia sediado no Rio Grande do Sul, que mandou uma representante à Paraíba para ver de perto como o projeto vem sendo desenvolvido. O procurador-geral de Justiça da Paraíba, Oswaldo Trigueiro do Valle Filho, recebeu Marilu Menezes, assessora de projetos da Fundação, e Maricélia Pinto, funcionária da casa e presidente da Associação Missão Restaurando Vidas, para conversar sobre o Menina Abusada, que já formou mais de 1.500 profissionais de educação e saúde do estado para detectar casos de exploração sexual infanto-juvenil.
De acordo com Marilu Menezes, o Menina Abusada foi apresentado à Fundação Luterana pela Associação Missão Restaurando Vidas, da cidade de Sapé. “Essa parceria entre a Associação e o Ministério Público pode ampliar a atuação desse projeto para outros municípios, que não estavam previstos no início. Como nós apoiamos projetos no Brasil inteiro, algumas delas nós fazemos visitas pessoalmente para dialogar e avaliar as condições dos resultados que foram alcançados e as condições do projeto”, explicou Marilu, acrescentando que a Fundação abrirá novo edital em abril e a Associação está sendo convidada a participar dessa nova seleção.
Na opinião da representante da Fundação Luterana, a presença do MPPB tem sido fundamental no desenvolvimento do projeto. “Conversamos sobre algumas possibilidades de como o projeto buscar sustentabilidade através de outras fontes, buscar outros parceiros que venham apoiar. Essa é uma experiência que pode ser replicada em outros estados, municípios dependendo tanto do engajamento de outras entidades civis quanto de organizações como o Ministério Público”, ressaltou.
O procurador-geral de Justiça da Paraíba, Oswaldo Trigueiro do Valle Filho, lembrou que o Projeto Menina Abusada foi implantado na Paraíba pelo Ministério Público, quando a promotora Fabiana Lobo pediu permissão ao Conselho Regional de Medicina em Pernambuco, autora do projeto, a permissão para desenvolvê-lo na Paraíba. Atualmente, a coordenadora do Centro de Apoio Operacional às Promotorias da Infância e Juventude, Soraya Escorel, coordena o projeto no Estado e conta com a parceria da Associação Restaurando Vidas, da cidade de Sapé, primeiro município a contar com o Menina Abusada.
“Esse projeto ganhou um aspecto muito interessante de nossa parte, mas com a vinda da Fundação ela dá suporte a Associação Restaurando Vidas, que em parceria com o MPPB tem desenvolvido e replicado esse trabalho de combate à exploração sexual no Estado inteiro”, disse Oswaldo ao defender que se abram espaços para que esse programa ganhe cada vez mais esse aspecto de sustentabilidade dentro das associações municipais.
A presidente da Associação Restaurando Vidas, Maricélia Pinto, relatou que o projeto Menina Abusada já atingiu oito Promotorias de Justiça e mais de 1500 profissionais das áreas de educação e saúde já receberam formação sobre como detectar a existência de exploração sexual infanto-juvenil e como agir nesses casos.
“Vamos dar continuidade ao projeto, alcançar novos municípios, e seguir para um segundo momento, que é se voltar com um trabalho diretamente nas escolas, que vai ser monitorado pelos promotores e pela coordenação da infância e juventude”, declarou.
A Fundação Luterana de Diaconia é uma entidade criada pela Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil. Ela é um serviço que está atuando há mais de 10 anos e trabalha com duas linhas: uma de apoio a pequenos projetos de grupos do Brasil inteiro e também no desenvolvimento de alguns projetos, a exemplo de um que está sendo desenvolvendo no momento com o Movimento Nacional dos Catadores com apoio da Secretaria Nacional de Economia Solidária e da Fundação Banco do Brasil.
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